Como cotar sem surpresa
O que a seguradora olha num notebook de trabalho
A primeira pergunta é onde o aparelho passa o dia. Notebook que fica na escrivaninha tem risco de incêndio e de furto qualificado, e cabe dentro da apólice residencial com o item declarado. Notebook que circula tem risco de roubo na rua e de queda, e isso muda o produto: passa a ser cobertura de portáteis ou apólice de equipamentos, válida fora do endereço.
A segunda é de quem é o aparelho. A apólice residencial cobre bens do segurado e de quem mora com ele. Equipamento da empresa, do cliente ou alugado entra apenas com cláusula de bens de terceiros sob guarda. Quem trabalha com máquina emprestada e não pergunta isso descobre a lacuna no pior dia.
A terceira é a configuração. Notebook de edição, estação de trabalho móvel e máquina com placa dedicada custam muito mais que o modelo comum, e a seguradora trabalha com valor de reposição por equivalente. Declarar marca, modelo e número de série evita que a indenização seja calculada por um modelo de entrada.
Depois do roubo, guarde o boletim de ocorrência com a descrição da abordagem. É a palavra do registro que separa roubo de furto simples aos olhos do regulador.