Seguro para gráfica
Uma gráfica junta uma máquina de alto valor, papel e tinta que são material combustível concentrado, e boa parte do que passa pela produção pode nem ser dono da própria gráfica.
Três riscos que só a gráfica tem juntos
Máquina, papel e a encomenda de terceiro
| Risco | Por que pesa | Cobertura |
|---|---|---|
| Máquina de impressão | Equipamento de alto valor, muitas vezes importado, com peça de reposição demorada | Equipamento declarado pelo valor de reposição |
| Papel e tinta armazenados | Material combustível concentrado perto de máquina com motor elétrico e fonte de calor | Incêndio, com aceitação conforme o volume guardado |
| Papel do cliente em produção | O material fornecido pela marca contratante ainda não é da gráfica | Bens de terceiro sob guarda |
Gráfica que trabalha só com papel próprio, comprado por ela, dispensa a cobertura de bens de terceiros; quem imprime material fornecido pelo cliente contratante precisa dela.
Quando o papel não é seu
A gráfica guarda o que o cliente contratante é dono
Boa parte do trabalho de uma gráfica de médio porte não nasce dentro dela: chega como um pedido de outra empresa, muitas vezes já com papel especial, etiqueta pré-impressa ou embalagem personalizada que o próprio cliente contratante comprou e enviou para a produção.
Enquanto esse material está dentro da gráfica, esperando para entrar na máquina ou já impresso e aguardando envio, ele continua sendo do cliente contratante, não da gráfica. Um incêndio ou uma enchente que atinge o galpão nesse período destrói também um estoque que não é seu — e a cobertura de bens de terceiros sob guarda existe para esse cenário.
Some a isso o risco de incêndio: papel em bobina e solvente de tinta, guardados perto de uma máquina que roda o turno inteiro, formam uma combinação que a seguradora avalia com atenção redobrada, sobretudo quando o descarte de sobra e resíduo demora a acontecer.
Somos corretora, não seguradora: quem aceita o risco e paga a indenização é a companhia. O nosso trabalho é separar o valor do seu parque de máquinas do material que é do cliente contratante.
O papel que você imprime pode não ser seu
Cotamos a máquina pelo valor de reposição, o risco de incêndio do papel e da tinta e os bens de terceiro sob guarda.
- Máquina de impressão pelo valor de reposição
- Incêndio avaliado pelo volume de papel e tinta
- Bens de terceiro sob guarda, para quem imprime por encomenda
- Lucros cessantes por parada de produção, à parte
Cotação para gráfica
Tipo de máquina, material armazenado e encomenda de terceiro definem a apólice.
Perguntas frequentes
Gráfica: dúvidas frequentes
Máquina de impressão de alto valor entra no seguro patrimonial comum?
Entra melhor como equipamento declarado à parte, pelo valor de reposição — o limite de um patrimonial genérico costuma ficar abaixo do valor real de uma offset ou de uma digital de grande formato.
Papel e tinta armazenados pesam na cotação de incêndio?
Pesam. Papel em bobina e solvente de tinta são material combustível concentrado, e o volume guardado perto da máquina entra na análise da seguradora.
Papel especial que o cliente fornece para a encomenda é meu enquanto imprimo?
Não, em regra. Enquanto o material do cliente está na gráfica para produção, ele é bem de terceiro sob guarda, cobertura separada do patrimônio da própria gráfica.
Parada da máquina principal por defeito interrompe a entrega, isso é coberto?
A parada em si entra em quebra de máquina, se contratada; a perda de faturamento pelo atraso na entrega é discussão de lucros cessantes, cobertura à parte.
Encomenda perdida no transporte até o cliente final é responsabilidade da gráfica?
Pode ser, dependendo do contrato de frete. Enquanto o material ainda está dentro da gráfica, aguardando envio, ele segue como bem de terceiro sob guarda.
O material que você imprime é de outra empresa?
Mande o tipo de máquina e o volume de encomenda que cotamos.