Quem anda no carro
Acidentes pessoais cobre morte, invalidez e despesa médica do condutor e dos passageiros, independentemente de quem é dono do carro. É a lacuna que a proteção da locadora quase nunca fecha.
O carro por assinatura chega com uma proteção embutida na mensalidade, e a maior parte dos assinantes nunca lê o que ela cobre. O carro é da locadora, o seguro é dela, e o assinante fica com a participação no dano, o limite de terceiros do contrato e tudo o que está fora dele. Esta página separa uma coisa da outra.
De quem é o carro
Na assinatura, o veículo pertence à empresa que o aluga por período. É ela que segura a frota, em apólice própria, e é ela que negocia franquia, oficina e valor com a seguradora. O assinante recebe o carro com essa proteção já contratada e paga por ela dentro da mensalidade, sem escolher seguradora, cobertura ou limite. Por isso ele não consegue contratar casco por fora: uma apólice de casco em nome de quem não é dono não existe.
O que o contrato entrega ao assinante é um conjunto de regras: quanto ele paga se bater com culpa, quanto paga se o carro for roubado, qual é o limite para o dano causado a terceiros, o que acontece com o contrato quando o carro dá perda total e o que a locadora exige para reconhecer o sinistro, como boletim de ocorrência e comunicação em prazo. Cada locadora escreve isso de um jeito, e os planos de proteção adicional que ela vende mexem principalmente na participação.
O que fica descoberto é o que não é o carro: as pessoas dentro dele, o prejuízo a terceiros acima do limite e os bens transportados. É nesse espaço que a corretora trabalha para o assinante, com produtos contratados em nome dele, e é também aqui que se faz a conta entre assinar e comprar um carro zero com seguro próprio.
Linha por linha
| Situação | O contrato costuma prever | O que fica com o assinante |
|---|---|---|
| Batida com culpa do assinante | Conserto pela locadora | Participação prevista no contrato |
| Batida sem culpa, terceiro identificado | Conserto pela locadora | Em regra nada, com boletim e dados do terceiro |
| Roubo ou furto | Reposição ou encerramento do contrato | Participação, quando prevista, e o que estava no carro |
| Dano a terceiros até o limite | Coberto pelo contrato | Nada, dentro do limite |
| Dano a terceiros acima do limite | Não previsto | O excedente |
| Passageiros feridos | Varia; muitos contratos não preveem | Acidentes pessoais contratados à parte |
| Pneu, vidro e pequenos danos | Regra própria em cada contrato | Custo, quando o contrato exclui |
A coluna do meio descreve o desenho mais comum entre locadoras. O contrato assinado é o que vale, e nós lemos o seu antes de indicar qualquer produto.
Em nome do assinante
Acidentes pessoais cobre morte, invalidez e despesa médica do condutor e dos passageiros, independentemente de quem é dono do carro. É a lacuna que a proteção da locadora quase nunca fecha.
Notebook, câmera, ferramenta de trabalho. Nenhum contrato de assinatura paga o que estava no banco. Isso se protege com seguro de equipamentos portáteis, em nome de quem os usa.
Mensalidade da assinatura de um lado; do outro, parcela, seguro cotado, imposto e manutenção do mesmo modelo. Com a cotação real, a comparação deixa de ser opinião.
Lemos a cláusula de proteção do seu contrato, apontamos o que fica com você e cotamos o que se contrata em nome do assinante.
Diga em que ponto da assinatura você está e o que mais preocupa.
Perguntas frequentes
Na maior parte dos contratos, vem uma proteção contratada pela locadora, que é a dona do carro, e o custo está dentro da mensalidade. O assinante não é o segurado: é usuário, e o que ele tem é o direito de usar essa proteção nas condições do contrato, com participação obrigatória quando há dano.
Casco, não: o seguro do veículo é de quem é dono, e o dono é a locadora. O que o assinante contrata em nome próprio é o que protege a ele e a quem anda com ele: acidentes pessoais, o que exceder o limite de terceiros do contrato quando há produto para isso, e os bens que ficam no carro.
É o valor que o assinante paga em cada sinistro com culpa, previsto no contrato, com função parecida com a da franquia. Costuma ser alto, e muitas locadoras vendem um plano que o reduz. É o capítulo do contrato para ler antes de assinar.
O contrato costuma prever um limite de responsabilidade civil, e o que passa dele é do condutor. É o vazio mais caro da assinatura, e o primeiro que conferimos: se a locadora oferece elevação do limite e o que existe no mercado para cobrir o resto.
Depende do contrato: parte prevê participação também no roubo, parte isenta. O que fica sempre fora é o que estava dentro do carro, e a regra de encerramento do contrato quando a locadora dá o veículo por perdido.
Assinatura concentra numa mensalidade o que na compra são financiamento, seguro, imposto e manutenção, e devolve o carro no fim. A conta depende de quanto se roda, por quanto tempo e de quanto custaria segurar o mesmo modelo comprado. Fazemos essa comparação com a cotação na mão.
Lemos o seu contrato e cotamos o que protege você, não o carro.
Deixe seu contato que um corretor te chama, sem compromisso.