Corretora registrada na SUSEP Atendimento em todo o Brasil, com um corretor responsável pelo seu caso
Carga parada, cross-docking e depositário

Seguro para operador logístico e armazém

O seguro de transporte termina na descarga. O empresarial do galpão protege o prédio e o que é seu. A mercadoria do cliente, parada na sua prateleira, fica no vão entre os dois — e é exatamente o que ele vai cobrar de você.

O vão entre duas apólices

Quem responde pela carga quando ela não está andando

Operação logística é feita de carga parada. Ela chega, é conferida, fica dias ou semanas em posição de estoque, é separada, embalada de novo e volta a sair. Nesse intervalo, a apólice de transporte de quem trouxe já encerrou e a de quem vai levar ainda não começou. O que responde por ela é a cobertura do depositário, contratada pelo operador.

O erro comum é achar que o seguro empresarial do galpão resolve. Ele cobre o imóvel, os equipamentos e o estoque próprio. Mercadoria de terceiro sob guarda é outra rubrica, com outro limite, e várias apólices a excluem expressamente. Quando um incêndio atinge um centro de distribuição, o operador descobre isso ao mesmo tempo que recebe a cobrança dos clientes.

Na operação com cross-docking o intervalo é curto, mas a troca de custódia é frequente: a carga desce de um veículo, atravessa o piso e sobe em outro, às vezes de outra transportadora. Cada troca é um ponto em que ninguém sabe ao certo qual apólice está valendo. Desenhar a cobertura da operação é mapear essas trocas antes de cotar.

Três momentos da operação

Onde a mercadoria do cliente corre risco dentro da sua casa

Recebimento e cross-docking

Descarga, conferência e transbordo imediato. Avaria de empilhadeira, troca de volume entre docas e extravio por erro de expedição são sinistros de piso, não de estrada.

Armazenagem

Incêndio, alagamento, roubo com arrombamento e colapso de estante. O limite precisa acompanhar o pico de estoque de terceiros, não a média do ano.

Expedição e última milha

Quando o operador contrata o frete em nome próprio, a responsabilidade de transportador passa a ser dele — e a RCTR-C entra na carteira junto com a de depositário.

Situação por situação

Qual apólice responde em cada ponto da operação

A mercadoria estáApólice que respondeQuem contrata
Chegando, no caminhão do fornecedorTransporte de quem trouxeEmbarcador ou transportadora de origem
No piso, em transbordoRC do depositário ou bens de terceirosO operador logístico
Em posição de estoqueRC do depositário ou bens de terceirosO operador logístico
Saindo, em frete contratado pelo operadorRCTR-C e RCF-DC do operadorO operador logístico
Saindo, em frete contratado pelo clienteTransporte do clienteO cliente ou a transportadora dele

Contrato de prestação de serviço logístico costuma dizer quem responde em cada etapa. A apólice precisa ser lida ao lado dele.

Lemos o contrato com o cliente antes da apólice

O que você prometeu responder no contrato de serviço é o que a apólice precisa cobrir. Não adianta cotar sem isso na mesa.

  • Bens de terceiros incluídos com limite próprio
  • Movimentação interna e cross-docking cobertos
  • RCTR-C acrescentada quando o operador contrata frete
  • Pico de estoque considerado, não só a média

Cotação para operador logístico

Serviços prestados, estoque de terceiros e quem contrata o frete definem a carteira.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

É esse valor, e não o do seu estoque, que dimensiona a cobertura de depositário.

Perguntas frequentes

Operador logístico: dúvidas de quem guarda carga alheia

O seguro empresarial do galpão cobre a mercadoria dos meus clientes?

Em regra, não. O empresarial protege o prédio, as instalações e o estoque que é seu. Bens de terceiros sob sua guarda precisam de cobertura própria, seja pela responsabilidade civil do depositário, seja pela inclusão expressa de bens de terceiros na apólice.

O que é RC do depositário?

É a cobertura da responsabilidade do operador pelos bens que ele guarda para outros. Responde quando a mercadoria do cliente se perde ou danifica dentro do armazém por evento coberto, como incêndio, roubo ou queda na movimentação.

Cross-docking tem risco diferente?

Tem. A carga fica pouco tempo, mas troca de veículo e de responsável em sequência, e é nessa troca que se perde o rastro de quem respondia por ela. A apólice precisa cobrir a permanência curta e a movimentação interna.

Operador logístico precisa de RCTR-C?

Se ele contrata o frete em nome próprio e emite o documento de transporte, sim. Se só armazena e o cliente contrata o transportador, a cobertura que importa é a de armazenagem e de depositário.

O estoque do cliente flutua muito. Como se declara?

Por valor médio em estoque e valor máximo previsto, com ajuste na apólice. Declarar abaixo do pico deixa o excedente descoberto justamente na época de maior giro.

Se o seu CD pegasse fogo hoje, quem pagaria o estoque dos clientes?

Se a resposta for o seguro empresarial, vale conferir a apólice antes de precisar dela.