Fogo em pé-direito alto
Galpão queima rápido porque o ar circula e a mercadoria empilhada alimenta a chama. Estrutura metálica sem proteção cede antes de o bombeiro chegar.
Estoque é o único patrimônio que muda de valor todo mês. A apólice que foi certa em março pode estar pela metade em novembro — e o sinistro não escolhe o mês em que o galpão está vazio.
A conta que decide a indenização
Uma máquina tem um valor. Um estoque tem vários: o de entrada, o de venda, o de reposição e, sobretudo, o que existe no dia em que o galpão pega fogo. A apólice trabalha com um número só, o valor declarado, e é contra ele que a seguradora mede o que você tinha.
Se o declarado for menor que o real, entra a cláusula de rateio, presente na maior parte das apólices patrimoniais: a indenização sai na mesma proporção em que o estoque foi subdeclarado. Quem declara a média para baratear o prêmio descobre isso no pior momento.
Por isso a pergunta certa não é quanto vale o estoque, e sim quanto ele chega a valer no mês mais cheio. Para quem tem sazonalidade forte, existem desenhos com ajuste de valor ao longo da vigência; para quem gira o ano inteiro, o pico é a referência.
Mercadoria parada dentro do galpão é estoque e responde pelo empresarial. Ela só vira carga, e só entra no seguro de transporte, quando sobe no veículo.
O que atinge o estoque
Galpão queima rápido porque o ar circula e a mercadoria empilhada alimenta a chama. Estrutura metálica sem proteção cede antes de o bombeiro chegar.
Quadrilha que rende o vigia e esvazia o galpão com o próprio caminhão do cliente. A cobertura de roubo precisa alcançar o valor do estoque, não um limite simbólico.
Chuva forte, telha que voa e mercadoria no chão. Vendaval e alagamento são coberturas separadas, e produto no piso sem estrado costuma ser excluído.
Cotamos pelo mês mais cheio, separamos o que é seu do que é do locador e declaramos mercadoria de terceiro à parte.
O que é estocado, o valor de pico e a proteção do prédio definem a apólice.
Perguntas frequentes
Pelo maior valor que ele alcança ao longo do ano, não pela média. Na maior parte das apólices há cláusula de rateio: se o declarado está abaixo do que existia no dia do sinistro, a indenização sai proporcional.
Só com a cobertura de bens de terceiros sob guarda, declarada à parte. O patrimonial comum cobre o que é seu.
Não. Dentro do galpão a mercadoria é estoque, e o roubo entra na cobertura de roubo do empresarial. O seguro de transporte começa quando ela sobe no caminhão.
A estrutura é do locador; estoque, prateleiras, equipamento e benfeitorias são seus. Se o contrato exige seguro do prédio em seu nome, isso precisa aparecer na cotação.
Entra como equipamento, e quando circula fora do galpão precisa de previsão específica. O dano que ela causa a terceiros é responsabilidade civil.
É por esse número que a apólice precisa ser feita.
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