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Acervo particular e coleção

Seguro para obras de arte e coleções

Um quadro não tem nota fiscal de loja, uma coleção vale mais que a soma das peças, e nenhum dos dois cabe no sublimite do residencial comum. O seguro de arte começa pela avaliação — e é ela que define se a indenização vai ser discutida ou paga.

Valor acordado

A avaliação é o contrato antes do contrato

Obra de arte não tem preço de tabela. O que sustenta o valor segurado é um laudo de avaliador, uma nota de galeria ou leilão, ou um histórico de procedência. Sem isso, a seguradora indeniza pelo que conseguir provar depois — e depois do sinistro é o pior momento para discutir quanto valia.

Por isso esse tipo de apólice costuma trabalhar com valor acordado: a seguradora aceita o valor do laudo na contratação, e é esse o valor que paga em perda total. É diferente do residencial comum, que indeniza pelo valor de reposição e discute o item na hora.

Coleção tem particularidade extra: a perda de uma peça pode reduzir o valor do conjunto. Existem apólices que preveem isso, e o corretor precisa perguntar, porque não vem por padrão.

Laudo envelhece. Obra valorizada e não reavaliada fica subsegurada; o que se paga é o valor da apólice, não o de mercado.

Onde a obra corre risco

Três momentos que o residencial comum não cobre

Transporte

Da galeria para casa, de uma casa para outra, para o restaurador. Embalagem, empresa especializada e cobertura de trânsito são exigências comuns — e transporte sem elas pode gerar recusa.

Exposição e empréstimo

Obra cedida a museu, feira ou exposição precisa de cobertura prego a prego, do momento em que sai da parede até voltar. Quem responde nesse intervalo tem que estar escrito.

Conservação e restauro

Umidade, luz e manuseio degradam devagar, e degradação lenta não é sinistro. O que entra é o dano súbito: queda, água, incêndio, vandalismo. Restauro pode ser parte da indenização.

Valor acordado no papel, não discutido no sinistro

Orientamos o laudo, a lista de peças e a cobertura de trânsito, para o acervo estar protegido também fora da parede.

  • Contratação por valor acordado com base no laudo
  • Cobertura de transporte e de exposição quando a obra sai
  • Perda de valor do conjunto prevista em coleção
  • Reavaliação periódica lembrada pelo corretor

Cotação para acervo e coleção

Tipo de peça e documentação de valor definem o produto.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Laudo é o que permite contratar por valor acordado.

Perguntas frequentes

Arte e coleção: dúvidas frequentes

Preciso de laudo para segurar uma obra de arte?

Para peças de valor relevante, sim. O laudo de avaliador é o que permite contratar por valor acordado e evita discussão de preço na indenização.

Quadro está coberto no seguro residencial comum?

Só até um sublimite baixo, dentro do conteúdo, e pelo valor que você conseguir provar depois. Acima disso, precisa de declaração individual ou apólice de arte.

A obra fica coberta no transporte?

Só com cobertura de trânsito contratada e, em regra, com transporte por empresa especializada. Levar no carro próprio sem avisar pode gerar recusa.

Coleção de moedas ou selos entra?

Entra em apólice de coleção, com lista das peças e, quando possível, catálogo de referência para o valor.

Emprestei para uma exposição. Quem responde?

Depende do contrato de empréstimo. Sem cláusula clara, a responsabilidade fica em disputa. A cobertura prego a prego resolve isso antes de a obra sair.

Obra sem laudo é obra sem valor na apólice

Cotamos com valor acordado e cobertura fora da parede.