Seguro paramétrico
Um seguro paramétrico paga quando um índice medido por terceiro cruza um limiar combinado — não quando um perito confirma o tamanho do prejuízo. É um desenho diferente de indenização, pensado para quem precisa de resposta rápida e previsível diante de um risco mensurável.
Duas lógicas de pagamento
Paramétrico e seguro tradicional respondem a perguntas diferentes
Nenhum dos dois é 'melhor' de forma absoluta: cada um resolve um tipo de exposição.
Seguro paramétrico
- Paga com base num índice público, verificável por terceiro
- Valor da indenização definido em tabela, na contratação
- Sem perícia de sinistro: gatilho atingido, pagamento segue
- Rápido, mas é uma aproximação da perda real
Seguro patrimonial tradicional
- Paga com base no dano físico apurado por perícia
- Valor apurado caso a caso, depois do sinistro
- Depende de regulação de sinistro, mais lenta
- Repõe o dano concreto, não uma aproximação
Muitas operações combinam os dois: o tradicional para o dano físico, o paramétrico para a perda financeira que o índice antecipa.
Como a tabela de gatilho é construída
O índice, o limiar e o valor combinado antes de qualquer sinistro
A contratação de um paramétrico começa pela escolha do índice — chuva, temperatura, vazão — e pela fonte que o mede, sempre um terceiro independente da seguradora e do segurado. Depois vem o limiar: o ponto a partir do qual o índice passa a gerar pagamento.
A tabela combina faixas do índice com valores de indenização correspondentes, definidos antes da vigência começar. Quando o índice do período medido cai numa faixa, o pagamento segue o que já estava escrito — não há avaliação de quanto a empresa efetivamente perdeu naquele evento.
Isso muda o papel da inspeção prévia: em vez de avaliar o risco físico da instalação, a análise foca a qualidade da série histórica do índice na região e a correlação entre esse índice e a perda financeira que se quer proteger.
Sem série histórica confiável do índice na região, o desenho paramétrico fica mais difícil de precificar — é o primeiro ponto que avaliamos.
Gatilho de índice, não perícia de sinistro
Avaliamos o índice, a fonte de medição e o histórico disponível para saber se o desenho paramétrico se encaixa na sua exposição.
- Leitura do índice e da fonte de medição disponível
- Orientação sobre tabela de faixa e valor de indenização
- Avaliação de quando complementar com seguro tradicional
- Conversa técnica sem compromisso
Consulta sobre seguro paramétrico
Índice, histórico de dados e período crítico orientam se o desenho serve à sua operação.
Perguntas frequentes
Seguro paramétrico: dúvidas frequentes
O que é um seguro paramétrico, em uma frase?
É um seguro que paga com base num índice medido por terceiro — chuva abaixo de um limiar, por exemplo — e não com base numa perícia sobre o prejuízo que a empresa teve de fato.
Se não há perícia de sinistro, como se define o valor pago?
O valor é definido antes, na contratação: a apólice já diz quanto paga para cada faixa do índice ultrapassada. Atingido o gatilho, o pagamento segue a tabela combinada, sem abertura de processo de regulação de sinistro.
Que tipo de índice costuma servir de gatilho?
Índice de fonte pública e verificável por terceiro independente: volume de chuva medido por estação meteorológica, temperatura, vazão de rio, entre outros, conforme a exposição que a apólice pretende cobrir.
Para que tipo de operação esse desenho costuma fazer sentido?
Para quem tem uma perda financeira que anda junto com um índice mensurável e objetivo — atividade sensível a clima é o exemplo mais comum — e que valoriza receber rápido, mesmo que o valor seja uma aproximação, e não a reposição exata do prejuízo.
O paramétrico substitui o seguro patrimonial tradicional?
Em regra não substitui: complementa. O patrimonial tradicional repõe o dano físico apurado por perícia; o paramétrico cobre a perda financeira ligada ao índice, mesmo quando não há dano físico a periciar.
Existe franquia ou carência nesse modelo?
O desenho varia por apólice e por índice contratado — o ponto central que diferencia o produto é o gatilho automático, não a ausência de outras condições contratuais comuns a qualquer seguro.
Um índice mensurável pode virar gatilho de indenização
Descreva o índice que expõe a sua operação e avaliamos o desenho.