Roubo seletivo
A moto grande não é levada por acaso, e a apólice é montada sabendo disso
A moto popular some porque estava ali. A moto de alta cilindrada some porque alguém a escolheu: pelo modelo, pelo valor da peça no desmanche ou pela revenda em outra praça. O roubo é planejado, muitas vezes na saída da garagem ou no estacionamento de um evento, e a seguradora tarifa esse comportamento. Por isso a pergunta sobre pernoite e rastreador é feita com insistência, e por isso a resposta muda tanto o preço.
O rastreador, nesse porte, cumpre dois papéis: reduz o prêmio quando é opcional e é condição de aceitação quando o modelo está na lista dos mais visados. Rastreador exigido e desligado no dia do roubo abre discussão na indenização, e é a corretora que precisa avisar isso antes, não a seguradora depois.
A indenização segue a referência de mercado do modelo, somada aos acessórios declarados. É aqui que a moto grande mais perde por descuido: o conjunto de baús, os protetores, o escapamento e o equipamento de viagem instalados ao longo dos anos não existem para a seguradora se não foram declarados com valor. Quem não declara recebe a moto nua.