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Três bens, uma apólice

Seguro para lancha: casco, motor de popa e a carretinha na estrada

Uma lancha são três bens em um só cadastro: o casco, o motor de popa que sai dele com duas porcas, e a carretinha que leva os dois pela rodovia. A apólice trata cada um de um jeito, e é na diferença entre eles que a indenização costuma ser perdida.

O que se declara em separado

Casco, motor e reboque: cada um com valor e regra próprios

Quem informa só o valor total da lancha deixa dois dos três bens sem número, e a seguradora indeniza o que estava escrito.

O casco

Fibra, convés, elétrica, estofamento e eletrônica embarcada. O valor declarado é o do conjunto sem motor, e a vistoria confere número de casco, estado da fibra e sinal de reparo antigo.

O motor de popa

Vai à apólice com marca, potência, número de série e valor próprio. Furto de motor é o sinistro mais comum do ramo, e a seguradora pede trava antifurto e guarda em local fechado para aceitar.

A carretinha

Tem placa, documento e seguro próprio, porque na estrada ela é um reboque como outro qualquer. O casco em cima dela fica coberto pela cláusula de trânsito terrestre, quando contratada.

Onde a lancha dorme

Garagem náutica, marina na água ou reboque em casa

A pergunta que mais mexe no preço não é o modelo da lancha, e sim onde ela passa os dias em que não navega.

GuardaO que a seguradora enxergaO que costuma exigir
Garagem náutica secaBarco fora da água, em prateleira coberta, movimentado por empilhadeiraContrato com a garagem e comprovante de vaga
Marina, vaga molhadaCasco na água o tempo todo, exposto a afundamento, osmose e roubo noturnoBomba de porão automática e marina com vigilância
Reboque em casaFurto do conjunto inteiro, engatado e levado; exposição ao tempoÁrea fechada, trava de engate e motor com cadeado
Reboque em estacionamentoGuarda de terceiro sem responsabilidade pelo barcoComprovante do local e trava de engate; parte das seguradoras recusa

Trocar de guarda depois de contratar exige aviso à seguradora. A lancha que saiu da garagem náutica para o quintal e foi furtada lá é sinistro em local não declarado.

O item que sai com duas porcas

Por que o motor de popa é tratado como um bem separado

O motor de popa é o componente de maior valor por quilo de uma lancha e o mais fácil de remover: solta-se do espelho de popa com ferramenta comum e cabe na caçamba de uma picape. Por isso a seguradora não o trata como parte do casco. Ele entra com número de série, e o furto dele sozinho, com a lancha ficando no lugar, é o sinistro típico de garagem e de marina.

Na proposta, a declaração do motor vem com a potência. Motor mais forte do que o casco suporta pelo projeto do fabricante é motivo de recusa, porque muda a estabilidade da embarcação e o risco de acidente. Lancha remotorizada precisa apresentar o laudo de compatibilidade antes da vistoria.

A lancha com dois motores tem dois itens declarados, cada um com o seu número. No furto de um só, a indenização é a do motor levado, não uma fração do conjunto. Quem declarou o par como um valor único recebe pela conta da seguradora, não pela sua.

Trava antifurto no motor e cadeado no engate da carretinha são as duas exigências que mais aparecem na aceitação de lancha guardada fora de marina.

Casco, motor e reboque cotados como três coisas

Declaramos o motor com número de série, separamos a carretinha do casco e levamos a guarda como ela é, para que nenhum dos três bens fique sem valor na apólice.

  • Motor de popa declarado à parte, com potência e série
  • Cláusula de trânsito terrestre para o casco sobre o reboque
  • Carretinha com placa tratada como o veículo que ela é
  • Guarda declarada com a exigência de cada seguradora

Cotação de seguro para lancha

Modelo, motorização, guarda e carretinha entram antes do preço.

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Perguntas frequentes

Lancha: o que perguntam antes de assinar

O motor de popa entra no seguro da lancha automaticamente?

Não. O motor de popa é declarado como item à parte, com marca, potência, número de série e valor próprio. Lancha segurada com motor sem declaração é lancha que perde o item mais caro e mais furtado no primeiro sinistro.

A carretinha e o trajeto até a rampa têm cobertura?

O casco costuma ter cobertura de trânsito terrestre quando vai sobre reboque, mas a carretinha em si é um veículo com placa e precisa de apólice própria ou de inclusão declarada. O acidente na estrada com a lancha em cima envolve as duas coisas.

Garagem náutica seca e marina na água pagam o mesmo?

Não. Barco guardado em prateleira coberta, fora da água, tem menos exposição a afundamento, osmose e roubo do que o barco atracado na vaga molhada. A seguradora pergunta onde a lancha dorme e tarifa cada resposta.

A lancha guardada em casa, no reboque, é aceita?

É, com condições. A seguradora quer saber se o local é fechado e se o reboque tem trava de engate, porque o furto de lancha em residência costuma ser o furto do conjunto inteiro, engatado num carro em segundos.

Quem pode pilotar a lancha segurada?

Qualquer pessoa com habilitação da Marinha na categoria da embarcação e da área de navegação. Arrais-Amador para interior e costa, Mestre ou Capitão-Amador para mais longe. Sem a carteira certa, o sinistro é negado mesmo com o dono a bordo.

A lancha tem três valores. A apólice precisa ter os três.

Cotamos casco, motor de popa e reboque nas seguradoras que aceitam a sua guarda.