Hora de voo: a exposição
Horas totais da célula, horas do último ano e estimativa para a vigência. É o dado que mais move a tarifa do helicóptero, e omitir a intensidade da operação é divergência de perfil.
O helicóptero é a aeronave que pousa onde o avião não chega, e é por isso que a seguradora o examina de outro jeito. Voo baixo, pouso em área não preparada, rotor e transmissão caros e uma operação que vai do heliponto do prédio à plataforma no mar. Esta página trata do que o analista pesa antes de aceitar um helicóptero.
Os três dados
Horas totais da célula, horas do último ano e estimativa para a vigência. É o dado que mais move a tarifa do helicóptero, e omitir a intensidade da operação é divergência de perfil.
A cláusula de pilotos do helicóptero é mais exigente que a do avião. Habilitação, horas totais e horas no modelo de cada piloto nomeado, com restrição possível para quem está começando no tipo.
Executivo, táxi aéreo, offshore, aeromédico, carga externa. Cada uma tem cobertura, limite e aceitação próprios, e a apólice de uma exclui a outra.
Executivo e offshore
O helicóptero executivo é o do proprietário que sai do heliponto do prédio para a fazenda ou para o litoral. As camadas são as da página de seguro para aeronave: RETA, casco por valor acordado e responsabilidade civil facultativa. O que a seguradora examina de perto é o pouso fora de heliponto homologado, que precisa estar declarado, e quem está no comando: dono recém-habilitado ou piloto profissional com horas no modelo.
O offshore é outro mundo. A aeronave leva tripulação de plataforma sobre o mar, em operação contratada por empresa de petróleo e gás que impõe limites de responsabilidade civil, equipamento de sobrevivência, treinamento e certificado de seguro no formato dela. Aqui a apólice nasce do contrato: o corretor lê a exigência antes de cotar, como faz na adequação à exigência contratual.
Entre os dois há o helicóptero que voa com passageiro pagante, tratado na página de táxi aéreo, e o aeromédico, com equipamento de suporte à vida a bordo e pouso em via pública e hospital. Cada operação é uma proposta diferente, e helicóptero que faz mais de uma precisa de todas declaradas.
Somos corretora: não aceitamos risco nem prometemos aceitação. No helicóptero, o que fazemos é apresentar a operação inteira, porque a operação omitida é a que a seguradora usa para negar.
Por operação
| Operação | O que pesa na tarifa | O que a apólice precisa ter |
|---|---|---|
| Executivo | Piloto, pouso fora de heliponto, horas anuais | Casco, RC facultativa e cláusula de pilotos ajustada ao dono |
| Táxi aéreo | Passageiro pagante e frequência | RC por passageiro acima do RETA e operador declarado |
| Offshore | Voo sobre o mar e exigência da contratante | Limite de RC contratual, equipamento de sobrevivência e certificado |
| Aeromédico | Pouso em via pública e hospital, urgência | Operação aeromédica declarada e equipamento embarcado no casco |
| Carga externa e içamento | Gancho, carga suspensa, voo pairado | Cobertura de operação especial, sem ela é exclusão |
| Instrução | Piloto aluno no comando | Escola declarada e instrutor nomeado na cláusula |
Reunimos horas, pilotos, base e operação num pedido só e levamos às seguradoras que aceitam helicóptero, executivo ou offshore.
Operação, modelo, horas anuais, piloto e base abrem a análise.
Perguntas frequentes
Em regra, sim. O helicóptero tem mais peças móveis críticas, opera de e para locais sem infraestrutura, voa baixo com frequência e o reparo de rotor e transmissão é caro. A seguradora tarifa pelo que espera pagar, e no helicóptero espera pagar mais.
Não. O executivo voa entre heliponto de prédio e fazenda com o dono a bordo; o offshore leva tripulação de plataforma sobre o mar, com exigência contratual da operadora de petróleo. A operação define coberturas, limites e aceitação.
Entra como o principal dado de exposição. Quanto mais horas a aeronave voa por ano, mais chance de sinistro, e a seguradora pede a estimativa anual e o total acumulado da célula. Helicóptero que voa pouco paga menos, mas precisa declarar o pouco.
Muda a aceitação e a exclusão. Heliponto homologado é o cenário esperado; pouso em área não preparada, na fazenda ou em evento, precisa estar declarado como operação, e parte das seguradoras restringe ou tarifa à parte.
A seguradora prefere horas no tipo. Piloto profissional com experiência no modelo é lido como risco menor que o proprietário recém-habilitado, mesmo que o dono seja o segurado. A cláusula de pilotos reflete isso, e piloto novo no tipo pode entrar com restrição.
Só se declarado. Carga suspensa, combate a incêndio com balde e içamento são operações especiais com análise própria, e a apólice de transporte executivo as exclui.
Cotamos o helicóptero com a hora de voo, o piloto e a operação declarados como são.
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