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Indenização integral, sem conserto parcial

Seguro só contra perda total: repor o carro inteiro e pagar a lataria do bolso

Existe um meio-termo entre a compreensiva, que paga cada arranhão com franquia, e a apólice só contra terceiros, que não paga o seu carro nunca. É a cobertura de indenização integral: o seguro só responde quando o carro é perdido de vez, e o prêmio cai porque a batida pequena não é problema dele.

A conta que justifica

Você paga o para-choque. A seguradora paga o carro.

A cobertura só contra perda total parte de uma divisão simples: o prejuízo que cabe no orçamento do dono fica com o dono, e o prejuízo que não cabe fica com a seguradora. Uma lataria, um farol, um retrovisor arrancado são despesas que a maior parte das pessoas absorve com desconforto. Um carro roubado, incendiado ou destruído numa batida de estrada é uma perda que muita gente não absorve nunca. A apólice cobre a segunda e deixa a primeira de fora, e cobra menos por isso.

O que define a fronteira é o conceito de perda total. A seguradora compara o custo do reparo com o valor do veículo; quando o conserto ultrapassa a fração fixada nas condições da apólice, ou quando a estrutura não permite reparo seguro, o carro é declarado perda total e o segurado recebe a indenização integral, no valor de mercado referenciado ou no valor determinado que a apólice trouxer. A página de casco explica esses dois valores; aqui o que importa é que abaixo dessa linha o seguro não participa.

Isso muda o comportamento no sinistro. Numa batida média, o dono não aciona o seguro, porque não há o que acionar; leva à oficina e paga. Em compensação, não há franquia a pagar quando o carro é perdido, não há sinistro parcial pesando na renovação, e o prêmio anual fica mais perto do de uma apólice de roubo e furto do que do de uma compreensiva.

Cena por cena

O que essa cobertura paga e o que deixa com você

O que aconteceuSó perda totalCompreensiva
Batida de estacionamento, para-choque e lanternaDo bolsoSeguro paga, com franquia
Colisão média, porta e colunaDo bolso, se couber consertoSeguro paga, com franquia
Colisão grande, carro sem consertoIndenização integralIndenização integral
Roubo sem recuperaçãoIndenização integralIndenização integral
IncêndioIndenização integralIndenização integral
Granizo e alagamento com dano parcialDo bolsoSeguro paga, com franquia
Dano a terceirosSó com a cobertura de RC somadaSó com a cobertura de RC somada

A responsabilidade civil é contratada à parte nas duas. Quem escolhe só perda total para o próprio carro não pode deixar o carro dos outros descoberto.

Quem escolhe

Três donos para quem a conta fecha

Carro quitado, garagem, pouco uso

O risco de colisão é baixo e a lataria eventual cabe no orçamento. O que não cabe é o roubo ou o incêndio na garagem, e é o que a cobertura paga.

Quem roda em estrada com carro de valor médio

A batida grave em rodovia é o evento que destrói o carro de vez. A compreensiva ficou cara; a perda total protege o patrimônio e deixa o retrovisor com o dono.

Quem estava prestes a ficar só com terceiros

A compreensiva não coube no orçamento e a alternativa era deixar o próprio carro sem nada. A perda total é o degrau entre os dois, com prêmio no meio.

O evento grande com a seguradora, o pequeno com você

Cotamos a indenização integral nas seguradoras que oferecem a cobertura e colocamos ao lado da compreensiva e do roubo e furto, para a escolha ser por número.

  • Valor de indenização definido antes, de mercado ou determinado
  • Comparação com compreensiva e roubo e furto no mesmo modelo
  • Responsabilidade civil somada para o carro dos outros
  • Regra do carro recuperado com dano explicada antes de assinar

Cotação de cobertura só contra perda total

Modelo, situação do carro e o que você consegue pagar do bolso decidem se a conta fecha.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Banco e consórcio costumam exigir compreensiva, não só perda total.

Perguntas frequentes

Perda total: o que perguntam antes de abrir mão da franquia

O que é seguro só contra perda total?

É a cobertura de casco que paga apenas quando o carro é perdido por inteiro: roubo ou furto sem recuperação, incêndio e colisão em que o conserto supera a fração do valor fixada nas condições da apólice. Batida que cabe conserto fica por conta do dono.

Quando o conserto vira perda total?

Quando o orçamento de reparo ultrapassa o limite proporcional ao valor do veículo previsto na apólice, ou quando a estrutura fica comprometida a ponto de o carro não poder voltar a circular com segurança. A seguradora decide com o orçamento da oficina e a vistoria do carro batido.

Essa cobertura tem franquia?

Em regra, não. Franquia é participação em conserto parcial, e a cobertura de perda total não paga conserto parcial. Na indenização integral, o segurado recebe o valor da apólice, descontado o que houver de prêmio em aberto.

Para quem a cobertura só de perda total compensa?

Para quem consegue pagar uma lataria do bolso e não conseguiria repor o carro inteiro. Costuma servir a carro quitado, de valor médio, de quem tem garagem e roda pouco, e quer prêmio menor sem abrir mão da reposição no evento grande.

Qual a diferença para a cobertura de roubo e furto?

Roubo e furto paga só o carro levado. Perda total soma a isso o incêndio e a batida grande. Quem mora onde o risco é o roubo pode ficar com a primeira; quem roda em estrada precisa da segunda.

O carro roubado voltou amassado. Quem paga o conserto?

Se a seguradora ainda não indenizou, ela avalia o dano. Conserto abaixo do limite de perda total, nessa cobertura, é do segurado. É exatamente o ponto que a separa da compreensiva, e precisa ser entendido antes de escolher.

A lataria você paga. O carro inteiro, não.

Cotamos a cobertura de indenização integral e mostramos quanto ela fica abaixo da compreensiva.