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A embarcação que trabalha

Seguro de casco marítimo para rebocador, balsa e embarcação de apoio

Casco marítimo é o seguro da embarcação que trabalha: o rebocador que manobra navio no porto, o comboio de balsas no rio, a embarcação de apoio que abastece a plataforma. O risco não é o do passeio, e sim o da operação contratada, e a apólice é lida junto com o contrato que a exige.

Três operações, três riscos

Rebocador, balsa e apoio: o que muda em cada casco

Rebocador e empurrador

O risco é a manobra: cabo que rompe, navio que encosta, comboio que perde o controle na correnteza. A apólice declara a operação de reboque e a responsabilidade pelo que está sendo rebocado, que vale mais do que o rebocador.

Balsa e chata

Casco simples, sem propulsão própria, com a carga como agravante: adernamento por carregamento errado, encalhe em banco de areia e colisão com o próprio empurrador. Entra como unidade da frota, com valor e capacidade declarados.

Embarcação de apoio marítimo

Opera junto à plataforma, com transferência de carga e de pessoal em mar aberto. O contrato com a operadora impõe limites, cláusulas e beneficiário, e a apólice precisa espelhá-lo, ou a embarcação não entra na operação.

O que está escrito na apólice

Perda total, avaria particular, colisão e salvamento

O seguro de casco marítimo responde pelo casco, pelas máquinas e pelos equipamentos fixos da embarcação contra os perigos do mar e da navegação: naufrágio, encalhe, incêndio, explosão, abalroamento, mau tempo e acidente de máquina. A perda total é a indenização integral pelo valor segurado; a avaria particular é o reparo do dano parcial, com a franquia acordada.

Duas coberturas acompanham o casco e são próprias do ramo. A de colisão responde pela parcela do dano causado a outra embarcação num abalroamento, dentro do limite que a apólice fixa. A de salvamento e avaria grossa paga a parte do segurado nas despesas de salvar o conjunto, quando um sacrifício é feito para proteger navio e carga. As duas usam cláusulas de tradição internacional, e é por isso que a leitura exige quem conheça o ramo.

Fora do casco ficam as responsabilidades do armador: tripulação, carga transportada, poluição, remoção de destroços, multas e passageiros. Isso é matéria de proteção e indenização, e a apólice de casco costuma dizer com todas as letras que não cobre. Quem contrata casco sem P&I fica com a embarcação protegida e o negócio exposto.

Como se cota

Da lista da frota ao certificado para o contratante

1

Frota e operação

Nome, tipo, idade, material, propulsão e área de operação de cada unidade, com o contrato que exige o seguro. Sem isso, a seguradora não sabe o que está aceitando.

2

Classe e vistoria

Certificado de classificação e vistorias periódicas para quem tem; laudo de condição por perito naval para quem não tem. O estado da chapa e da máquina define aceitação e franquia.

3

Apólice e certificado

Emitida com as cláusulas que o contratante exige, beneficiário e limite corretos, e o certificado que o porto, a operadora ou o afretador pedem antes de a embarcação entrar em operação.

A apólice lida junto com o contrato que a exige

Levantamos a frota, a operação e a exigência contratual, cotamos nas seguradoras que operam casco comercial e entregamos o certificado que o contratante pede.

  • Cada unidade da frota com valor, operação e área próprios
  • Cláusulas de colisão, salvamento e avaria grossa explicadas
  • Exigência de classe ou vistoria resolvida antes da proposta
  • Certificado emitido conforme o contrato de afretamento ou apoio

Cotação de seguro de casco marítimo

Tipo, operação, frota e classe entram antes do preço.

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Perguntas frequentes

Casco marítimo: o que o armador pergunta

O que o seguro de casco marítimo cobre numa embarcação comercial?

Perda total e avaria particular do casco e das máquinas por naufrágio, encalhe, incêndio, abalroamento, mau tempo e acidente de máquina, mais a parcela de responsabilidade por colisão e as despesas de salvamento e de avaria grossa que a apólice previr.

Rebocador e balsa entram na mesma apólice?

Podem entrar como frota, cada unidade com valor próprio, ou em apólices separadas. O comboio de empurrador e balsas é tratado como conjunto, com a operação de reboque declarada, porque o risco do rebocador é o da carga que ele puxa.

A seguradora exige classificação da embarcação?

Para casco maior e para operação offshore, sim: certificado de sociedade classificadora e vistorias periódicas em dia. Embarcação sem classe é aceita por parte do mercado com vistoria de condição própria e restrição de área.

Embarcação de apoio offshore tem tratamento diferente?

Tem. O contrato com a operadora define exigências de limite, cláusulas e beneficiário, e a apólice precisa espelhá-lo. A operação de apoio a plataforma envolve transferência de carga e pessoal no mar, que a seguradora tarifa à parte.

Casco marítimo cobre a tripulação e a carga?

Não. Casco cobre a embarcação e a colisão. Tripulação, carga transportada, poluição e remoção de destroços são responsabilidades do armador e ficam no P&I ou em apólices próprias.

A embarcação que trabalha tem contrato. A apólice precisa bater com ele.

Cotamos casco comercial com as cláusulas que o porto, o afretador ou a operadora exigem.