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Peça importada e valor acordado

Seguro para carro importado: peça de fora, prazo de fora e valor fora da tabela

O importado bate como qualquer carro. O que muda vem depois: a peça atravessa a alfândega, a oficina precisa saber mexer no modelo e, quando ele não é vendido pela marca no Brasil, a tabela de referência não tem um número para ele. A apólice que ignora isso paga o conserto errado ou a perda total errada.

Qual importado é o seu

Oficial, independente e o que ninguém conserta

Para a seguradora, importado é uma palavra que esconde três riscos diferentes.

Importado pela marca

Vendido na concessionária brasileira, com rede de assistência, estoque de peça no país e tabela. É o importado que a maior parte das seguradoras aceita sem discussão; o que pesa é o custo da peça.

Importação independente

Trazido por importador ou pelo dono, de modelo que a marca não vende aqui. Sem tabela, sem estoque e às vezes sem oficina. Entra por valor acordado, com avaliação, em quem aceita.

Modelo sem assistência no Brasil

Marca que não opera aqui, ou modelo descontinuado. A seguradora não tem onde mandar consertar, e a recusa é comum. Quando aceita, é com oficina nomeada e prazo de peça assumido.

O que muda no reparo

Peça, prazo, oficina e valor em cada tipo de importado

PontoImportado pela marcaImportação independente
Peça de reposiçãoEstoque no país para o que mais quebraImportada sob encomenda, com frete e tributo
Prazo de reparoPerto do de um nacional, salvo peça raraO da importação, e o carro espera
OficinaRede da marca e referenciadas habilitadasOficina nomeada na apólice ou livre escolha
Valor na apóliceTabela de referênciaValor acordado com nota ou avaliação
Carro reservaCobertura comumMais dias, porque a peça demora mais
AceitaçãoAmplaParte das seguradoras, com vistoria

Carro trazido em mudança do exterior é um caso à parte: precisa estar regularizado no país para ter seguro, e entra como importação independente.

O número que a tabela não tem

Sem tabela, a apólice precisa de um valor escrito

A tabela de referência que o seguro auto usa registra modelos vendidos no Brasil. Um carro de importação independente ou não aparece nela, ou aparece numa versão que não é a sua. Segurar pela tabela, nesse caso, é aceitar um número que não representa o carro: paga demais de prêmio se o número é alto, e recebe de menos na perda total se é baixo. A saída é o valor acordado, definido na contratação com nota de importação, avaliação ou cotação de modelos equivalentes, e escrito na apólice.

A peça é a segunda conta. No importado oficial, o que mais quebra tem estoque no país, e o reparo fica perto do prazo de um nacional. No independente, cada peça é uma importação, com frete, tributo e espera. A seguradora que aceita esse carro precisa assumir o prazo e o custo da peça original, porque similar quase nunca existe, e o segurado precisa de carro reserva por mais dias do que a cobertura comum oferece.

A oficina fecha a conta. Sistema eletrônico próprio, ferramenta específica e manual em outra língua tiram o importado da rede referenciada comum. A apólice precisa nomear onde o carro será consertado, ou permitir livre escolha com reembolso; sem isso, o sinistro coberto vira carro parado. Carro de alto valor tem essa e outras exigências, na página de carro de luxo.

O valor escrito, a peça assumida, a oficina nomeada

Levamos a origem, a avaliação e o modelo às seguradoras que aceitam importado e comparamos valor acordado, prazo de peça e oficina.

  • Valor acordado com nota de importação ou avaliação
  • Regra de peça original e prazo de importação lida na apólice
  • Oficina habilitada para o modelo nomeada ou livre escolha
  • Carro reserva dimensionado pelo tempo real de reparo

Cotação de seguro para carro importado

Como o carro chegou ao Brasil e se a tabela o conhece definem a forma de segurar.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Nota de importação ou avaliação sustentam o valor acordado.

Perguntas frequentes

Importado: o que perguntam depois da primeira peça

Seguro para carro importado é diferente?

O produto é o seguro auto, mas três coisas mudam: a peça vem de fora, o prazo de reparo depende da importação, e o valor de mercado pode não existir na tabela quando o modelo não é vendido oficialmente no Brasil. A apólice precisa responder às três.

Meu carro não está na tabela. Como se segura?

Por valor determinado ou valor acordado, com base na nota de importação, em avaliação ou em cotação de modelos equivalentes. A seguradora aceita o valor e o escreve na apólice; sem tabela, é esse número que paga a perda total.

Quanto tempo leva o conserto de um importado?

Depende da peça. Importado oficial, com rede da marca, tem estoque no país para o que mais quebra; importação independente espera a peça chegar, e o prazo é o da importação. A apólice paga o conserto, mas o tempo parado é do dono, salvo carro reserva contratado.

A seguradora aceita carro de importação independente?

Parte aceita, com avaliação, vistoria e valor acordado; parte só aceita modelos com representação oficial. Modelo sem assistência técnica no Brasil é o que mais gera recusa, porque a seguradora não tem onde consertar.

Peça original ou similar no conserto do importado?

A apólice define. Em importado, similar muitas vezes não existe, e a original chega com frete e tributo em cima do preço. Apólice que limita o valor da peça deixa o dono pagando a diferença; é o item a ler antes de assinar.

Preciso de oficina da marca?

Para o que envolve eletrônica e sistemas próprios, quase sempre. A rede referenciada da seguradora precisa ter oficina capaz de trabalhar no modelo, ou a apólice precisa permitir livre escolha. É pergunta da cotação, não do sinistro.

A peça atravessa a alfândega. A apólice precisa saber esperar.

Cotamos o importado com valor acordado, peça original e oficina certa.