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Mortalidade em trânsito

Seguro de transporte de animais vivos

Gado, aves e outros animais viajam vivos, e o sinistro mais comum não é a batida: é a mortalidade em trânsito. Calor, tempo de viagem e forma de embarque decidem se a apólice paga ou não.

Cobertura pensada para carga viva, com regras próprias de embarque e desembarque.

Carga que respira

Por que animal vivo não segue a regra da carga comum

Carga inanimada se avaria por evento externo: pancada, água, fogo. Animal vivo pode se perder sem que nada externo aconteça — é a morte que conta como sinistro, não a marca no compartimento. Por isso a cotação começa por um laudo veterinário próximo ao embarque, que registra o estado do lote antes da viagem: é a única forma de separar depois o que morreu no trajeto do que já estava doente.

A partir daí a apólice separa duas causas. Morte por acidente do veículo — colisão, tombamento, incêndio — costuma ser tratada como sinistro de carga comum. Já a mortalidade natural ou por estresse térmico, dentro de uma viagem de duração esperada, costuma vir com franquia por cabeça ou limite de percentual do lote, porque parte da perda é considerada risco normal da espécie em trânsito.

O terceiro ponto é o protocolo de embarque: lotação máxima do veículo, ventilação e paradas para hidratação em viagens longas. A seguradora confere se esse protocolo foi seguido antes de decidir o sinistro — animal amontoado acima da lotação declarada é a causa mais comum de recusa em caso de asfixia ou queda dentro do compartimento.

Três perfis de embarque

Cada espécie chega ao seguro por um risco diferente

Gado e rebanho bovino

Transporte rodoviário para confinamento, leilão ou abate. Queda dentro do caminhão boiadeiro, briga entre animais e atropelamento na descarga são os sinistros típicos.

Aves de granja

Pintainho e ave adulta são altamente sensíveis a temperatura e tempo de viagem. Mortalidade em massa por calor é o sinistro mais frequente do segmento.

Animais de leilão e exposição

Maior valor unitário por cabeça, exige laudo de sanidade antes do embarque. Comprador ou leiloeiro pode pedir certificado de seguro antes de liberar a saída do lote.

Uma apólice que entende que o animal pode morrer sem acidente nenhum

Calor, tempo de viagem e forma de embarque pesam tanto quanto a estrada. Olhamos isso antes de cotar.

  • Mortalidade por acidente e por estresse térmico explicadas à parte
  • Lotação e ventilação do veículo conferidas antes da proposta
  • Franquia por cabeça dimensionada pelo valor do lote
  • Documentação sanitária alinhada com a exigência da seguradora

Cotação de seguro para transporte de animais vivos

Espécie, quantidade de cabeças e duração da viagem definem a apólice.

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Causa da morte muda a resposta

O que costuma ser pago e o que costuma pedir mais prova

Causa da morteTratamento comum na apóliceO que a seguradora confere no sinistro
Colisão, tombamento ou incêndio do veículoTratado como sinistro de acidente comumBoletim de ocorrência e laudo
Asfixia por superlotaçãoDepende de a lotação declarada ter sido respeitadaRegistro de quantas cabeças embarcaram
Estresse térmico em viagem dentro do previstoCostuma ter franquia por cabeça ou limite de percentual do loteDuração real da viagem e paradas feitas
Doença preexistente ao embarqueExcluída na maior parte das apólicesLaudo veterinário anterior ao embarque

O laudo veterinário de embarque é o que separa animal que adoeceu no caminho de animal que já viajou doente.

Perguntas frequentes

Animais vivos: dúvidas de quem embarca gado ou aves

O seguro de transporte cobre animal que morre sem acidente?

Pode cobrir, mas em regra com franquia por cabeça ou limite de percentual do lote quando a morte é por estresse térmico ou causa natural dentro de uma viagem de duração prevista. Morte por acidente do veículo costuma ser tratada como sinistro de carga comum.

O que é exigido para provar que o animal embarcou saudável?

Um laudo veterinário próximo ao embarque, atestando o estado sanitário do lote. Sem esse registro, a seguradora não tem como diferenciar animal que adoeceu na viagem de animal que já estava doente antes de sair.

Existe limite de quantidade de animais por veículo?

A lotação máxima segue o que o veículo comporta com segurança, e costuma constar da apólice. Embarcar acima do declarado é motivo comum de recusa em caso de asfixia ou queda dentro do compartimento.

Aves têm regras diferentes de bovinos?

Têm. Aves de granja toleram pouco desvio de temperatura e de tempo de viagem, e a mortalidade em massa por calor é o sinistro mais comum nesse segmento. Bovinos e equinos respondem mais a queda e briga dentro do compartimento.

Animal de leilão precisa de seguro diferente do lote comum?

Costuma precisar, porque o valor por cabeça é maior e o comprador ou o leiloeiro pode exigir certificado de seguro antes de liberar a saída do lote.

Sabe quantas cabeças cabem no veículo antes de a apólice deixar de responder?

Se a resposta for não, é a primeira pergunta que respondemos antes de cotar.