Deriva de aplicação
Vento ou regulagem inadequada leva o produto além do talhão pretendido, com risco de atingir lavoura vizinha ou área protegida.
- Risco de aplicação, não da máquina
- Tratado como RC rural
- Agravado perto de divisa com vizinho
Colheitadeira teme o fogo; trator teme a estrada. O pulverizador tem um risco próprio: o produto que sai do bico pode não ficar dentro do talhão, e isso muda a conversa de máquina para responsabilidade.
Dano à máquina e dano por deriva a terceiro são tratados em coberturas diferentes.
Três riscos que só o pulverizador tem
Vento ou regulagem inadequada leva o produto além do talhão pretendido, com risco de atingir lavoura vizinha ou área protegida.
Centro de gravidade elevado e peso do líquido no tanque aumentam o risco em terreno irregular, mais do que em máquina de carga baixa.
Resíduo de aplicação anterior pode contaminar o próximo defensivo no mesmo tanque, quando a higienização entre usos falha.
Onde termina o seguro da máquina e começa a RC
Um pulverizador que tomba num declive ou colide com uma estrutura na lavoura gera um dano ao próprio bem, coberto pela apólice do equipamento, na mesma lógica de outras máquinas agrícolas. É um dano ao patrimônio do produtor.
Mas quando o produto aplicado se desloca além do talhão e atinge a lavoura do vizinho, uma área de preservação ou uma propriedade de terceiro, o dano não é à sua máquina: é a terceiro. Esse tipo de exposição costuma ser tratado dentro da responsabilidade civil da propriedade rural, descrita na página de RC rural, e não na apólice do pulverizador em si.
Por isso a cotação de pulverizador conversa com duas frentes: a máquina, avaliada pelo relevo da propriedade e pelo tipo de equipamento, e a proximidade com vizinhos, que ajuda a dimensionar se vale reforçar a RC rural ao lado da apólice do equipamento.
Avaliamos o risco de tombamento no relevo da sua propriedade e se vale reforçar a RC rural pela proximidade com vizinhos.
Tipo de pulverizador, relevo e proximidade com vizinhos definem a análise.
Perguntas frequentes
É a deriva: o produto aplicado se deslocar além do talhão pretendido, por vento ou erro de regulagem, e atingir lavoura vizinha, área de preservação ou até uma propriedade de terceiro. É um risco de aplicação, não de incêndio nem de estrada.
O dano à máquina em si, como tombamento ou colisão, é coberto pela apólice do equipamento. O dano causado a terceiros pela deriva costuma ser tratado como responsabilidade civil, dentro da cobertura de RC rural da propriedade.
O centro de gravidade elevado, somado ao peso do líquido no tanque em movimento, aumenta o risco de tombamento em terreno irregular ou em declive, de um jeito mais acentuado do que numa máquina com carga mais baixa e mais distribuída.
É quando resíduo de um produto aplicado antes contamina a próxima aplicação, feita com outro defensivo, no mesmo tanque mal higienizado. Costuma ser tratado como questão de manejo e higienização, fora do escopo do seguro do equipamento.
Não integralmente. O autopropelido concentra mais valor e mais risco de tombamento por operar sozinho, com maior altura; o de arrasto depende do trator que o reboca, que soma o próprio risco de tração ao conjunto.
Essa proximidade muda a conversa sobre RC rural ao lado do seguro da máquina.
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