Cadastro do sistema de produção
A seguradora quer saber o sistema, a espécie, a densidade, a fonte de água e a estrutura de aeração e monitoramento. É isso que ela aceita ou recusa.
Na piscicultura o prejuízo não avisa: uma noite de oxigênio baixo mata um ciclo inteiro. O seguro de aquicultura cobre a mortalidade por doença, por queda de oxigênio e por dano à estrutura, para quem comprova o manejo.
O registro de biomassa é o que prova a perda. Sem ele, não há como indenizar.
Como a apólice funciona
A seguradora quer saber o sistema, a espécie, a densidade, a fonte de água e a estrutura de aeração e monitoramento. É isso que ela aceita ou recusa.
A apólice vale enquanto o manejo declarado é cumprido: monitoramento de oxigênio, acompanhamento técnico, registro de biomassa e de mortalidade diária.
Aviso imediato, laudo da causa e contagem da perda antes do descarte. A indenização sai pela biomassa perdida, no valor previsto na apólice.
O risco que define tudo
Peixe morre de madrugada. A temperatura sobe, a alga consome o oxigênio da água, o aerador falha ou a energia cai, e ao amanhecer a produção de um ciclo está boiando. É a perda mais frequente da aquicultura e a que mais gera discussão no sinistro, porque a seguradora precisa saber se o oxigênio caiu por evento coberto ou por manejo que não estava sendo feito.
É por isso que o monitoramento contínuo pesa tanto na aceitação e no preço. Quem tem sonda registrando oxigênio dissolvido e aerador com acionamento automático prova a causa em minutos. Quem mede uma vez por dia, com aparelho portátil, tem uma versão dos fatos sem registro.
O sistema muda o risco. No tanque-rede em reservatório, a água é do lago e o produtor controla pouco; o risco somado é o rompimento da rede, a colisão de embarcação e o furto. No viveiro escavado, o produtor controla a água e responde por ela; o risco somado é doença, sobretudo em camarão, e temperatura.
A apólice é desenhada pelo sistema de produção, não pela espécie. Tilápia em tanque-rede e tilápia em viveiro são dois seguros diferentes.
Produção com sonda de oxigênio e registro de biomassa é aceita e paga menos. Produção sem registro é recusada ou fica sem como provar a perda.
Sistema, espécie, biomassa e controle de oxigênio.
Perguntas frequentes
Cobre quando a apólice prevê queda de oxigênio dissolvido e o produtor comprova monitoramento e aeração. É a perda mais comum em tanque-rede e viveiro, e a mais discutida no sinistro, porque a causa precisa ser demonstrada.
Doenças previstas na apólice entram, com exigência de acompanhamento técnico e registro de manejo. Surto que já existia na contratação ou mortalidade por má qualidade de água sem monitoramento ficam fora.
O produto é o mesmo; o risco é outro. Camarão em viveiro escavado sofre com doença e temperatura; tilápia em tanque-rede sofre com oxigênio e com o rompimento da rede. A apólice é desenhada pelo sistema, não pela espécie.
Por registro diário de biomassa, laudo técnico da causa e contagem ou pesagem da perda, com a seguradora avisada antes do descarte. Quem não tem controle de biomassa não consegue provar quanto perdeu.
Quando contratada a cobertura de escape por dano à estrutura, sim. É o risco próprio do tanque-rede em reservatório, junto com colisão de embarcação e furto.
É esse número que a apólice precisa cobrir.
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