O dia em que o carro cai
A manobra da prancha, o contrato com a assistência e quem cobra de quem
O dano mais comum do guincheiro não acontece na estrada: acontece na subida e na descida da prancha. Cabo que solta, rampa que escorrega, carro baixo que raspa, moto que tomba na amarração. É a operação de carga e descarga, e boa parte das coberturas de veículo transportado cobre o trânsito e exclui a manobra. Ler essa cláusula é o serviço da corretora nesta página, porque é ela que decide se a apólice serve ou só parece servir.
Quando o guincheiro trabalha para uma assistência 24 horas, o carro que ele transporta costuma ser de um segurado de outra seguradora. Se o carro sofre dano no transporte, a seguradora do carro indeniza o dono dela e cobra do guincheiro, com o contrato de prestação na mão. O contrato de credenciamento em regra exige limite de RC por veículo transportado, e é esse limite que a apólice do guincheiro precisa atender.
Para particulares, oficinas e lojas, a lógica é a mesma sem o contrato formal: o dono do carro cobra direto, e a responsabilidade é objetiva de quem recebeu o bem em custódia. O guincheiro que não tem a cobertura paga do próprio bolso, e o valor de um carro pode ser o valor do guincho.
A cobertura certa para guincho cobre o veículo transportado em trânsito e na manobra de subir e descer. Uma sem a outra deixa fora o momento em que o dano mais acontece.