Corretora registrada na SUSEP Atendimento em todo o Brasil, com um corretor responsável pelo seu caso
Veículo transportado como bem sob custódia

Seguro para caminhão-guincho e plataforma: o carro na prancha é a carga

O guincheiro tem três coisas expostas de uma vez: o caminhão, a prancha que vale quase tanto quanto ele e o carro de outra pessoa amarrado em cima. A apólice de auto cobre a primeira. A segunda precisa ser declarada. A terceira é a que quebra o guincheiro quando falta, porque o dano é no patrimônio de um cliente, muitas vezes de uma seguradora que o contratou.

Três coisas expostas

O guincho, a prancha e o carro dos outros

O caminhão-guincho como veículo

Casco e responsabilidade civil, como qualquer caminhão, com o uso declarado como socorro e remoção. Rodagem imprevisível, chamado de madrugada e parada no acostamento entram no perfil, e a assistência da própria apólice precisa saber que o segurado é o guincho.

A prancha como implemento

Plataforma hidráulica, lança, guincho elétrico e amarração são implemento com valor próprio, fora da tabela do chassi. Entram declarados, por nota fiscal ou avaliação, ou não entram. O guincho que perde a plataforma num tombamento e recebe só o chassi fica sem trabalhar.

O carro transportado

Bem de terceiro sob a sua custódia. Responde por ele a cobertura de responsabilidade civil por veículo transportado, com limite por veículo e por evento, incluindo, quando bem contratada, a manobra de subir e descer da prancha.

O dia em que o carro cai

A manobra da prancha, o contrato com a assistência e quem cobra de quem

O dano mais comum do guincheiro não acontece na estrada: acontece na subida e na descida da prancha. Cabo que solta, rampa que escorrega, carro baixo que raspa, moto que tomba na amarração. É a operação de carga e descarga, e boa parte das coberturas de veículo transportado cobre o trânsito e exclui a manobra. Ler essa cláusula é o serviço da corretora nesta página, porque é ela que decide se a apólice serve ou só parece servir.

Quando o guincheiro trabalha para uma assistência 24 horas, o carro que ele transporta costuma ser de um segurado de outra seguradora. Se o carro sofre dano no transporte, a seguradora do carro indeniza o dono dela e cobra do guincheiro, com o contrato de prestação na mão. O contrato de credenciamento em regra exige limite de RC por veículo transportado, e é esse limite que a apólice do guincheiro precisa atender.

Para particulares, oficinas e lojas, a lógica é a mesma sem o contrato formal: o dono do carro cobra direto, e a responsabilidade é objetiva de quem recebeu o bem em custódia. O guincheiro que não tem a cobertura paga do próprio bolso, e o valor de um carro pode ser o valor do guincho.

A cobertura certa para guincho cobre o veículo transportado em trânsito e na manobra de subir e descer. Uma sem a outra deixa fora o momento em que o dano mais acontece.

Situação por situação

O que acontece e qual apólice responde

O que aconteceuQuem respondeCobertura que paga
Guincho bateu na estrada com carro em cimaO guincheiroCasco do guincho, mais RC por veículo transportado para o carro
Carro escorregou na descida da pranchaO guincheiroRC por veículo transportado, se inclui carga e descarga
Prancha danificada no tombamentoNinguém além do donoCasco, se a prancha foi declarada como implemento
Guincho atingiu outro carro na viaO guincheiroRC facultativo do caminhão, danos materiais e corporais
Carro roubado de cima do guincho no pernoiteO guincheiroRC por veículo transportado com roubo, em local de pernoite declarado
Cliente reclama arranhão que já existiaDiscussão de provaVistoria de recolhimento com fotos é o que resolve, não a apólice

Guincho que também faz remoção de pesados tem o RC dimensionado pelo valor do que transporta, não pelo do próprio guincho.

Guincho, prancha e carro transportado, cada um na cobertura certa

Declaramos o uso como socorro, valoramos a prancha como implemento e contratamos a responsabilidade pelo veículo transportado com a manobra de carga e descarga incluída e o limite que o seu contrato de assistência exige.

  • Prancha e lança declaradas como implemento, com valor próprio
  • RC por veículo transportado com carga e descarga conferida cláusula por cláusula
  • Limite alinhado ao contrato de credenciamento da assistência
  • Pernoite com veículo em cima declarado, para o roubo entrar

Cotação de seguro para guincho

Tipo, cliente, o que transporta, RC e valor da prancha definem a apólice.

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O implemento é declarado separado do chassi.

Perguntas frequentes

Guincho: o que o guincheiro pergunta

O seguro do caminhão-guincho cobre o carro que ele está levando?

Não. O casco do guincho cobre o guincho. O carro em cima da prancha é carga sob custódia do guincheiro, e responde por ele a cobertura de responsabilidade civil por veículo transportado, contratada à parte. Sem ela, o carro que cai da prancha é pago pelo dono do guincho.

A prancha ou a plataforma são cobertas pela apólice do guincho?

Só quando declaradas como implemento, com valor. O chassi vale uma coisa; a plataforma hidráulica, a lança e o sistema de amarração valem outra, e a tabela de referência do caminhão não os inclui. Sem declaração, a perda total paga o chassi pelado.

O carro caiu na descida da prancha. Quem paga?

A cobertura de responsabilidade civil do guincheiro, quando inclui a operação de carga e descarga. Boa parte das apólices cobre o veículo em trânsito e exclui a manobra de subir e descer, que é justamente onde a maior parte dos danos acontece. É a cláusula a conferir antes de assinar.

Trabalho para assistência 24 horas. A seguradora que me contrata exige apólice?

Em regra, exige, com limite de RC por veículo transportado definido no contrato de prestação. Guincheiro credenciado sem a apólice certa perde o credenciamento no primeiro sinistro, porque a seguradora contratante cobra dele o dano do segurado dela.

Guincho de moto ou reboque pequeno de plataforma segue a mesma regra?

Segue. O reboque de plataforma tem apólice própria como reboque, e a moto ou o carro em cima dele é bem sob custódia do mesmo jeito. Muda o porte, não a lógica: quem transporta responde pelo que transporta.

O carro roubado de cima do guincho no pernoite tem cobertura?

Só com a cobertura de custódia incluindo roubo e com o pernoite em local declarado. Guincho que dorme na rua com um carro em cima é o cenário que a seguradora mais restringe, e a proposta precisa dizer onde o conjunto passa a noite.

O carro em cima da prancha não é seu. O prejuízo dele pode ser.

Cotamos guincho, prancha e veículo transportado, com a manobra incluída.