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Valor separado do chassi

Seguro para implemento rodoviário: baú, tanque, sider e graneleiro com valor próprio

O caminhão sai da fábrica como chassi com cabine. O que o transforma em ferramenta de trabalho, o baú, o tanque, o sider, o basculante, é montado depois, por outro fabricante, com outra nota fiscal. A tabela de referência do caminhão não sabe disso. Esta página é sobre fazer o implemento existir na apólice, com o valor que ele tem.

Implemento por implemento

O que cada um carrega e o que muda na apólice

ImplementoO que carregaO que muda no seguro
Baú secoCarga geral embaladaValor por nota; roubo de carga é outra apólice
Baú frigoríficoPerecíveis sob temperaturaAparelho de frio declarado junto; a carga estragada é apólice de transporte
SiderPaletizado com carga e descarga lateralLona e estrutura com valor; dano na lona costuma ter franquia própria
GraneleiroGrãos e granel sólidoValor menor, tombamento mais frequente; RC dimensionado pela carga
TanqueCombustível, química, alimento líquidoAceitação restrita; incêndio, explosão e dano ambiental pesam no RC
BasculanteTerra, brita, entulhoUso em obra e fora de estrada declarado; caçamba erguida é risco próprio
Munck e guindasteCarga içadaEquipamento com valor alto; operação de içamento é RC à parte

O semirreboque como veículo é a página de carreta. Aqui é o que vai montado em cima, dela ou do caminhão.

Dois valores num veículo só

O chassi está na tabela. O implemento, não.

Na proposta de seguro, o caminhão é identificado pelo chassi e valorado pela tabela de referência ou por valor determinado. Essa referência descreve o veículo como saiu da montadora: chassi, cabine, motor, eixos. O baú de alumínio, o tanque de inox, a plataforma hidráulica e o equipamento de frio vieram de um implementador, com nota própria, e não estão nesse número. Sem uma linha específica na apólice, eles não existem para a seguradora.

Na perda total, isso é a diferença entre receber o valor de um caminhão que trabalha e o de um chassi que não serve para nada. Um baú frigorífico com aparelho de frio pode valer tanto quanto o chassi sob ele; um tanque de inox com compartimentos, mais. O dono que recebe só o chassi não repõe a operação, e descobre isso quando a indenização chega.

A declaração é simples e o erro é de omissão: implemento descrito por tipo, fabricante e valor, com a nota ou a avaliação como base. Na renovação, o valor se confere de novo, porque implemento usado deprecia e implemento reformado valoriza. A corretora faz essa conferência a cada vigência, não só no primeiro contrato.

Caminhão comprado usado já com o implemento montado tem dois valores escondidos num preço só. A apólice precisa separá-los.

Três origens

Implemento novo de fábrica, usado com o caminhão e o implemento especial

Novo, com nota do implementador

É o caso simples: a nota fiscal descreve o implemento e fixa o valor. Entra na apólice como item declarado, e a seguradora aceita a nota como prova na perda total. O único cuidado é não esquecer de incluir antes de o caminhão começar a rodar.

Usado, comprado junto com o caminhão

Não há nota separada, e o preço da compra misturou chassi e implemento. A corretora pede avaliação do implemento ou usa a referência de mercado do modelo, e declara os dois valores em linhas distintas. É o caso em que o implemento mais some da apólice.

Tanque, frigorífico e guindaste

Implementos que carregam risco próprio: incêndio e ambiental no tanque, falha de frio no frigorífico, içamento no munck. Além do valor, entram na aceitação e no RC, e parte do mercado não os aceita. A cotação começa por saber quem aceita.

O implemento com o valor que ele tem, na apólice do veículo

Separamos o valor do implemento do valor do chassi, documentamos por nota ou avaliação e levamos o conjunto às seguradoras que aceitam o tipo de carga que ele transporta.

  • Implemento descrito e valorado em linha própria da apólice
  • Nota do implementador ou avaliação como base da indenização
  • Tanque, frigorífico e guindaste cotados onde há aceitação
  • Valor conferido a cada renovação, contra depreciação e reforma

Cotação de seguro para implemento rodoviário

Tipo, base, valor, documento e carga definem a declaração.

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Perguntas frequentes

Implemento: o que perguntam depois de montar

O seguro do caminhão cobre o baú, o tanque ou a carroceria?

Só quando o implemento está declarado com valor na apólice. A tabela de referência do caminhão vale para o chassi com cabine. Tudo o que o implementador montou em cima é item à parte, e na perda total a seguradora paga o que foi declarado, não o que estava montado.

Como declarar o valor do implemento?

Pela nota fiscal do implementador, quando é novo, ou por avaliação, quando é usado ou veio com o caminhão. O valor entra como implemento ou acessório, conforme a seguradora, e se soma ao do chassi na indenização. Valor de implemento defasado é o erro mais comum das renovações.

Baú frigorífico: o aparelho de refrigeração entra no seguro?

Entra como parte do implemento, com valor, quando declarado. O que não entra é a carga que estraga por falha do frio: isso é apólice de transporte de carga refrigerada, não a do veículo.

Tanque de combustível ou de produto químico tem restrição?

Tem. O tipo de carga que o tanque leva define aceitação, preço e limite de terceiros, porque o risco de incêndio, explosão e dano ambiental é do conjunto. Parte das seguradoras não aceita; a corretora sabe quais aceitam e com qual exigência.

Troquei o implemento no meio da vigência. O que faço?

Avisa a corretora antes de rodar. A troca é endosso na apólice em vigor, com o novo implemento descrito e valorado. Rodar com baú novo e apólice do baú antigo é rodar com o implemento descoberto e a descrição do veículo divergente.

Implemento é a mesma coisa que carreta?

Não. Carreta é o semirreboque, veículo com placa própria. Implemento é a carroceria montada sobre um chassi, seja de caminhão rígido, seja de semirreboque. O tanque sobre a carreta é implemento da carreta; o baú sobre o truck é implemento do caminhão.

O implemento vale tanto quanto o caminhão. A apólice precisa saber.

Declaramos o implemento com valor próprio e cotamos onde o tipo de carga é aceito.