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Veículo com placa e apólice próprias

Seguro para carreta e semirreboque: a apólice que não vem com o cavalo

A carreta tem placa, chassi e documento, e para a seguradora é um veículo inteiro. Quem faz o seguro do cavalo e acha que a carreta veio junto descobre a diferença no pátio, com a carreta roubada, ou na curva, com a carreta tombada e o cavalo em pé. Esta página é sobre segurar o que é puxado, com valor próprio e apólice própria.

Por que ela é um veículo

Placa, chassi e documento: a carreta existe por conta própria

Semirreboque é o veículo sem motor que se apoia no cavalo mecânico pela quinta roda. Ele tem chassi numerado, placa, registro e licenciamento próprios, e é vendido, financiado e roubado separado do cavalo. Para a seguradora, é um item com valor, uso e risco distintos, e nenhuma apólice de cavalo o inclui sem que ele esteja descrito e valorado nela.

O valor é o primeiro problema. A tabela de referência usada para carros e caminhões não alcança boa parte dos modelos de semirreboque, e a apólice trabalha com valor determinado: a nota fiscal do fabricante, na carreta nova, ou uma avaliação, na usada. É esse valor que a seguradora paga na perda total, e é ele que precisa estar certo na proposta, nem inflado nem defasado.

O segundo problema é a combinação. Um cavalo puxa carretas diferentes ao longo da semana; uma carreta é puxada por cavalos de donos diferentes. A apólice da carreta segue a carreta, e por isso ela precisa existir por si: descrita pela placa, valorada, com roubo, colisão, tombamento e incêndio próprios, onde quer que esteja engatada ou estacionada.

O sinistro mais comum de carreta não envolve o cavalo: é o tombamento na curva com o cavalo em pé, e o roubo no pátio com a carreta desengatada.

Três combinações

Carreta própria, carreta alheia e a carreta que fica no pátio

Cavalo meu, carreta minha

Duas apólices ou uma proposta com os dois veículos listados, cada um com valor e coberturas. O conjunto roda coberto por inteiro e a perda de um não depende do outro. É a montagem que a corretora recomenda a quem tem os dois.

Cavalo meu, carreta de terceiro

A carreta alheia é bem sob a sua custódia. O RC do cavalo pode responder pelo que o conjunto causar aos outros, mas não pelo dano da carreta em si. A cláusula de carreta de terceiro é o que cobre isso, e precisa ser pedida.

Carreta desengatada no pátio

Sem cavalo, ela ainda é veículo e ainda é alvo. Roubo de carreta parada é frequente porque a carreta raramente tem seguro. A apólice própria, com roubo e com o local de guarda declarado, é o que responde por ela ali.

O pedido de cotação

O que a corretora levanta antes de levar a carreta à seguradora

1

Identificar a carreta como veículo

Placa, chassi, tipo, fabricante, número de eixos e o que ela carrega. É a descrição que a seguradora usa para aceitar e para pagar.

2

Fixar o valor determinado

Nota fiscal ou avaliação, conferida contra o que o mercado paga pelo modelo. Valor errado é indenização errada na perda total.

3

Casar com a apólice do cavalo

Mesmas coberturas, mesma vigência e, quando possível, mesma seguradora, para que o sinistro do conjunto seja regulado numa mesa só.

A carreta com apólice própria, onde quer que esteja engatada

Descrevemos a carreta como veículo, fixamos o valor determinado e montamos a cobertura para que ela siga coberta em qualquer cavalo e em qualquer pátio.

  • Valor determinado por nota ou avaliação, sem defasagem
  • Roubo com a carreta desengatada e local de guarda declarado
  • Cláusula de carreta de terceiro quando o cavalo puxa carreta alheia
  • Apólice casada com a do cavalo, para o sinistro do conjunto ser um só

Cotação de seguro para carreta

Tipo, conjunto, dono do cavalo, valor e guarda definem a apólice.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Pela nota fiscal, se nova; por avaliação, se usada.

Perguntas frequentes

Carreta: o que perguntam depois de engatar

O seguro do cavalo mecânico cobre a carreta?

Não. Carreta e semirreboque têm placa, chassi e documento próprios, e são veículos para a seguradora. A apólice do cavalo cobre o cavalo. A carreta, engatada ou desengatada, precisa de apólice dela, com valor dela.

Troco de carreta entre cavalos. A apólice acompanha qual?

A apólice da carreta acompanha a carreta, onde quer que ela esteja engatada. A do cavalo acompanha o cavalo. Quem opera com troca frequente precisa das duas apólices separadas, porque a combinação muda e a cobertura não pode depender de qual cavalo estava puxando naquele dia.

Carreta de terceiro engatada no meu cavalo bateu. Quem paga?

O dano a outras pessoas pode entrar pelo RC do cavalo, porque foi o conjunto que causou. O dano da própria carreta alheia, não: ela é bem de terceiro sob a sua custódia, e responde por ela a cláusula de carreta de terceiro, quando contratada, ou o seu bolso.

Carreta desengatada no pátio foi roubada. Tem cobertura?

Tem, se a carreta tem apólice própria com cobertura de roubo. A do cavalo não a alcança em nenhuma situação, e menos ainda quando ela está desengatada. Carreta parada em pátio é alvo comum justamente porque ninguém a segura.

Como se define o valor da carreta na apólice?

Por valor determinado, com base na nota fiscal, quando é nova, ou em avaliação, quando é usada. A tabela de referência que serve para carro não cobre a maior parte dos modelos de semirreboque, e é o valor declarado que a seguradora usa na perda total.

Bitrem e rodotrem: cada carreta tem apólice própria?

Cada unidade tem placa própria e, em regra, cobertura própria, ainda que na mesma apólice. O conjunto pode ser segurado numa proposta só, com cada veículo listado e valorado, mas nenhuma unidade entra por arrasto da outra.

O cavalo tem seguro. E a carreta?

Cotamos a carreta como o veículo que ela é, com valor próprio e cobertura em qualquer cavalo.