O hangar do proprietário
Guarda só as aeronaves do dono, na fazenda ou na empresa. Patrimonial do prédio e casco das aeronaves em risco em solo resolvem; a RC de hangareiro só entra se recebe aeronave de visitante.
O dono do hangar guarda o que vale mais do que o prédio. Uma manobra de rebocador, um curto na instalação elétrica ou um portão mal travado atingem a aeronave de um cliente, e a seguradora dele cobra de quem a guardava. Esta página trata do seguro do prédio, da responsabilidade do hangareiro e do incêndio que consome tudo de uma vez.
Quem paga o quê
Três contratos convivem num hangar: o patrimonial do prédio, a RC de hangareiro e o casco de cada aeronave. A tabela mostra onde cada prejuízo cai.
| O que aconteceu | Quem responde | Apólice que cobre |
|---|---|---|
| Incêndio destrói o prédio e o equipamento do hangar | O hangar | Patrimonial, com incêndio e danos elétricos |
| Incêndio atinge aeronave de cliente | O hangareiro | RC de hangareiro; o casco do cliente adianta e regressa |
| Rebocador bate a asa de aeronave hangarada | O hangareiro | RC de hangareiro |
| Furto de aviônicos de aeronave de terceiro | O hangareiro, se falhou a guarda | RC de hangareiro com cobertura de furto |
| Aeronave própria danificada por vendaval no pátio | O proprietário | Casco aeronáutico, risco em solo |
| Funcionário ferido no reboque ou no abastecimento | O empregador | RC do empregador e acidentes pessoais |
O seguro patrimonial do prédio segue a lógica do seguro empresarial; a guarda de aeronave é o que faz do hangar um caso à parte.
A responsabilidade do hangareiro
Quem recebe uma aeronave para guarda, reboque, abastecimento ou lavagem assume o dever de devolvê-la como recebeu. A responsabilidade civil de hangareiro cobre o dano causado à aeronave de terceiro enquanto ela está sob a custódia do hangar: manobra no solo, queda de objeto, incêndio, colisão entre aeronaves no pátio e furto por falha no controle de acesso. É a cobertura que o seguro patrimonial comum não tem, porque bem de terceiro sob guarda é exclusão padrão do seguro de galpão.
O limite dessa RC é definido pela aeronave mais cara que costuma ficar hangarada, e não pela média. Um hangar que recebe jato executivo de passagem precisa de limite muito acima do hangar que abriga monomotores de aeroclube. É o número mais importante da apólice e o que o operador do aeroporto costuma exigir por escrito.
Quando o hangar também faz manutenção, a responsabilidade cresce: a aeronave que sai da oficina e apresenta falha em voo por serviço mal feito é RC de operações e de produtos, com limite próprio e análise própria. A página de seguro para oficina mostra a lógica no automotivo; no aeronáutico, o valor em jogo é outro.
A seguradora do cliente paga o casco dele e cobra de quem guardava a aeronave. Sem RC de hangareiro, esse regresso é o patrimônio da empresa.
Três hangares, três apólices
Guarda só as aeronaves do dono, na fazenda ou na empresa. Patrimonial do prédio e casco das aeronaves em risco em solo resolvem; a RC de hangareiro só entra se recebe aeronave de visitante.
Cobra mensalidade para guardar aeronaves de terceiros, reboca, abastece e lava. RC de hangareiro é o centro da apólice, com limite pela aeronave mais cara e cobertura de furto e incêndio.
Guarda e mantém. Soma à RC de hangareiro a responsabilidade pelo serviço executado e pela peça instalada, com análise da certificação da oficina e da experiência dos mecânicos.
Cotamos o patrimonial do hangar e a RC de hangareiro juntos, com o limite dimensionado pela aeronave mais cara que passa por ele.
O que o hangar faz e quantas aeronaves guarda definem a apólice.
Perguntas frequentes
O hangareiro, se houve falha na guarda: incêndio por instalação elétrica, manobra errada do rebocador, portão que cai sobre a asa, furto sem controle de acesso. É a responsabilidade civil do guardador, e o seguro que a cobre se chama RC de hangareiro.
Não por padrão. O seguro patrimonial cobre o prédio, as instalações e o equipamento do próprio hangar. A aeronave de terceiro entra pela RC de hangareiro; a aeronave própria, pelo casco aeronáutico dela, na modalidade risco em solo.
Precisa. A seguradora do cliente paga o casco dele e depois cobra de quem causou o dano, e quem causou o dano, na guarda, é o hangar. Sem RC de hangareiro, o regresso cai sobre o patrimônio da empresa.
É o de maior valor acumulado. Combustível de aviação, solvente de manutenção e várias aeronaves lado a lado fazem do incêndio o evento que pode consumir tudo de uma vez, e a seguradora quer saber do sistema de combate e da separação de áreas.
Muda. A oficina acrescenta a responsabilidade pelo serviço: peça mal instalada, inspeção mal feita, aeronave devolvida com defeito. Isso é RC de operações e de produtos, além da guarda, e a cotação separa as duas.
O produto é o mesmo; a análise muda. Em aeroporto, o operador costuma exigir apólice com limite mínimo e certificado de seguro; em aeródromo particular, o risco de acesso e de combate a incêndio pesa mais.
Cotamos o hangar com a RC de hangareiro dimensionada pela aeronave mais cara que você guarda.
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