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Turismo, passageiro pagante e pouso fora de área

Seguro para balão de passageiros: o vento decide onde o voo termina

Quem opera voo panorâmico vende uma experiência que começa de madrugada e termina onde o vento permitir. O turista pagou, subiu e confia no piloto; o pouso é no pasto de alguém, perto de uma cerca, às vezes com o cesto arrastando. Esta página trata do seguro que cobre esse voo, esse passageiro e esse pouso.

Onde o risco mora

Três momentos em que o balão pede apólice

O balão não tem motor para decidir rota nem freio para decidir pouso. Os riscos são específicos, e a apólice precisa nomeá-los.

O vento que mudou

A previsão dizia calmaria; a rajada chegou no pouso. Cesto que tomba, arrasta e bate em cerca ou árvore é o acidente típico do balonismo, e atinge passageiro e aeronave ao mesmo tempo.

O pouso fora de área

O balão desce em propriedade particular: pasto com gado, lavoura, quintal. O dano ao terreno, à cerca e à plantação é responsabilidade civil, e o proprietário costuma cobrar na hora.

O passageiro que pagou

Turista sem experiência, muitas vezes em pé no cesto pela primeira vez. Torção, fratura e queda no pouso brusco geram responsabilidade objetiva do operador, com ou sem culpa do piloto.

O que o balão tem de diferente

Aeronave sem motor, com fogo a bordo e turista dentro

O balão de ar quente é aeronave para todos os efeitos, e as camadas do seguro são as que a página de seguro para aeronave descreve: RETA obrigatório, casco e responsabilidade civil facultativa. O que muda é a natureza do risco. Não há motor para falhar nem trem de pouso para recolher; há tecido, queimador, cilindro de gás e um cesto de vime que desce onde o vento levar.

O casco cobre o conjunto: envelope, cesto, queimadores e cilindros, por valor acordado. O envelope é a peça que mais custa e a que mais sofre: rasgo em galho, queimadura de chama fora de posição, contato com rede elétrica. A apólice separa acidente de desgaste, e o tecido que perde resistência com o sol é manutenção, não sinistro.

A responsabilidade civil é o que sustenta a empresa. O passageiro pagante faz do operador um transportador, com responsabilidade objetiva; o proprietário do terreno onde o balão pousou é terceiro; a equipe de solo que persegue o balão de carro e ajuda no recolhimento é gente a serviço do operador. Quem vende o voo dentro de um pacote de turismo ainda encontra exigência de apólice do contratante, como acontece com quem organiza eventos.

A responsabilidade civil facultativa é dimensionada pelo cesto cheio no pior pouso, não pelo voo perfeito. É esse limite que a cotação precisa discutir.

Como o balão é cotado

O que o analista pergunta antes de tarifar um balão

1

A operação e a região

Voo panorâmico comercial, balão desportivo ou publicitário; onde decola, que terreno cerca a área de pouso e se há rede elétrica e área urbana por perto.

2

O piloto e a equipe de solo

Habilitação de piloto de balão, experiência em voo com passageiros e como funciona o recolhimento. A cláusula de pilotos vale para o balão como para qualquer aeronave.

3

O cesto e o limite de RC

Quantos passageiros cabem, se há voo em grupo de turismo e qual limite de responsabilidade civil facultativa a operação pede acima do RETA.

O voo panorâmico com o passageiro e o pouso na apólice

Levamos o balão às seguradoras que operam aeronáutico com o passageiro pagante, o pouso fora de área e a equipe de solo descritos.

  • RC facultativa dimensionada pelo cesto cheio, não pelo mínimo
  • Envelope, cesto, queimadores e cilindros no casco por valor acordado
  • Pouso em propriedade de terceiro tratado como risco declarado
  • Exigência de apólice do contratante de turismo atendida por escrito

Cotação de seguro para balão

Operação, cesto, região e frequência abrem a análise.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Perguntas frequentes

Balão: o que os operadores perguntam

Balão de passageiros precisa de seguro?

Precisa. O balão tripulado é aeronave, tem matrícula, piloto habilitado e o seguro obrigatório de responsabilidade, o RETA. Quem vende voo panorâmico responde pelo passageiro como qualquer transportador aéreo.

O que costuma dar errado num voo de balão?

O pouso. O balão não escolhe onde desce; o vento escolhe. Pouso brusco, cesto que tomba e arrasta, contato com cerca, árvore ou rede elétrica e pouso em propriedade particular são os eventos mais comuns, e é para eles que a apólice precisa estar desenhada.

O passageiro que se machuca no pouso é indenizado?

Pelo RETA, dentro do limite mínimo, e pela responsabilidade civil facultativa acima dele. Como o passageiro pagou pelo voo, a responsabilidade do operador é objetiva, e o limite facultativo é o que separa a indenização do patrimônio da empresa.

O envelope rasgado e o cesto quebrado estão no casco?

Sim, quando há cobertura de casco contratada. Envelope, cesto, queimadores e cilindros compõem a aeronave, e o valor é acordado na contratação. Desgaste do tecido pelo uso e pelo sol não é sinistro; é manutenção.

Voo cancelado por vento devolve o dinheiro do turista?

Isso é política comercial do operador, não seguro. O que a apólice cobre é o acidente, não a frustração. Quem quer proteger a receita de cancelamento conversa sobre outro produto, e a maior parte dos operadores resolve com reagendamento.

O turista pagou pelo nascer do sol. O pouso é por sua conta.

Cotamos o balão com o passageiro pagante e o pouso fora de área dentro da apólice.