Volume sai do centro de distribuição
Romaneio confere quantidade e destinatário de cada pacote antes de o veículo sair.
Aqui não é uma carga, são milhares: cada pedido é um volume pequeno, para um destinatário diferente, entregue por um motoboy, uma van ou os Correios. O sinistro comum não é o caminhão que tomba, é o pacote que some sozinho.
Para o estoque parado no centro de distribuição, veja o seguro empresarial de e-commerce; aqui a cobertura é da encomenda em trânsito até o cliente.
Carga fracionada, não carga fechada
Transporte tradicional de carga fechada tem um embarcador, um destinatário, um documento de transporte por viagem. Entrega de e-commerce é outra coisa: um veículo leva dezenas ou centenas de pacotes pequenos, cada um com destinatário e valor próprios, e o sinistro típico é o extravio de um volume entre tantos — não um acidente que afeta o caminhão inteiro.
Por isso o valor segurado se declara por pedido, não pelo total do veículo, e a apólice costuma trazer uma franquia mínima por objeto: ela evita regulação de valores muito pequenos e concentra a cobertura nos casos que pesam de verdade no total do mês. Como a cadeia costuma ter mais de um agente — marketplace, loja e transportadora de última milha —, é preciso deixar claro quem contratou a cobertura de qual trecho antes de cotar.
Devolução do cliente costuma ficar fora desta cobertura, tratada como logística reversa, uma operação à parte da entrega original. E como a prova do sinistro depende de comprovante de entrega, o que separa extravio de entrega já realizada é justamente esse registro — assinatura, foto ou confirmação no aplicativo de quem levou o pacote.
Do centro de distribuição até a porta
| Ponto da entrega | O que costuma dar errado | O que prova o sinistro |
|---|---|---|
| Saída do centro de distribuição | Volume não embarcado ou trocado | Conferência do romaneio de saída |
| Em trânsito até a região de entrega | Roubo do veículo, acidente | Boletim de ocorrência ou laudo do acidente |
| Última milha, porta a porta | Extravio, entrega em endereço errado | Comprovante de entrega ou de tentativa |
| Devolução do cliente | Costuma ficar fora desta cobertura | Tratada como logística reversa, à parte |
A cobertura por volume individual é diferente de segurar a carga fechada de um caminhão só.
Volume médio, valor por pedido e quem faz a última milha definem a apólice.
O caminho do pedido
Romaneio confere quantidade e destinatário de cada pacote antes de o veículo sair.
Motoboy, van ou Correios levam o volume individual até a porta, com comprovante de entrega.
Sem comprovante de entrega e sem o volume localizado, o pedido individual é indenizado pelo valor declarado.
Perguntas frequentes
Cobre a parte de estoque e, em geral, de forma complementar o trânsito. Uma cobertura de transporte dedicada a encomendas trata o volume de cada pedido de forma específica, com valor declarado e franquia por objeto.
Pelo valor médio do pedido e pelo volume mensal esperado, com ajuste periódico. Não é preciso declarar pedido a pedido antes do embarque.
Em geral não, nesta cobertura. Devolução costuma ser tratada como logística reversa, uma operação à parte da entrega original.
Depende do contrato entre as partes. É preciso definir quem responde por qual trecho antes de cotar, para não haver dois contratando o mesmo risco ou nenhum contratando algum.
Depende da franquia mínima por objeto, pensada exatamente para isso: evita regulação de valores muito pequenos e concentra a cobertura nos casos que realmente pesam no total do mês.
Ticket médio vezes volume é o número que dimensiona a franquia e o limite certos.
Deixe seu contato que um corretor te chama, sem compromisso.