Desapropriação ou nacionalização
O governo do país toma ou nacionaliza o ativo da empresa brasileira, com ou sem indenização considerada suficiente pela parte afetada.
Subsidiária, planta ou participação societária no exterior ficam expostas a um risco que a matriz no Brasil não corre: o ato de um governo estrangeiro. O seguro de riscos políticos cobre essa perda patrimonial.
Para o risco de não receber por uma venda ao exterior, veja crédito à exportação.
O que pode gerar a perda
O governo do país toma ou nacionaliza o ativo da empresa brasileira, com ou sem indenização considerada suficiente pela parte afetada.
O país impede, por norma cambial ou decisão de governo, que o lucro ou o capital investido seja repatriado para o Brasil.
Conflito armado, revolução, motim ou sabotação política atingem diretamente o patrimônio ou interrompem a operação da empresa brasileira naquele país.
Dois seguros que se confundem pelo nome
Os dois falam de risco político, mas protegem coisas diferentes.
| Riscos políticos | Crédito à exportação | |
|---|---|---|
| O que protege | Investimento ou ativo da empresa no exterior | Recebível de uma venda a prazo para o exterior |
| Quem aciona | A empresa brasileira dona do ativo | O exportador que vendeu e não recebeu |
| Evento coberto | Ato de governo ou instabilidade política do país do ativo | Evento no país do importador que impede o pagamento |
| Existe venda em curso? | Não é pré-requisito | Sim, é o que gera o recebível segurado |
Empresa com as duas exposições — vende para fora e também tem ativo lá — costuma precisar das duas apólices, uma para cada risco.
Levamos a estrutura da operação no exterior à seguradora especializada nesse tipo de risco, sem prometer valor antes da análise.
País, tipo de exposição e principal preocupação definem a análise da seguradora.
Perguntas frequentes
Perdas causadas por ato de governo ou por instabilidade política no país onde a empresa brasileira tem investimento, ativo ou operação: desapropriação, impedimento de repatriar lucro ou capital, e violência política que atinja o patrimônio ou a operação.
Não. O de crédito à exportação cobre o não recebimento de uma venda a prazo por evento no país do importador. Este cobre o investimento ou o ativo que a empresa brasileira mantém fora do país, independente de haver uma venda em curso.
Não é o produto indicado nesse caso. Quem só vende para fora, sem planta, subsidiária ou ativo fixo no exterior, deve olhar para o seguro de crédito à exportação.
A classificação de risco do país onde está o investimento, o tipo de ativo exposto e a estrutura societária da operação no exterior — cada país e cada ativo pedem uma análise própria.
Não. Ele não evita o ato do governo: indeniza a empresa brasileira pela perda patrimonial que esse ato causar, dentro do que a apólice cobrir.
Conte o país e o tipo de exposição que preocupa mais.
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