Costuma ser estrutural
Recalque de fundação, fissura passante em viga ou pilar, deformação de laje, comprometimento visível da capacidade de carga da edificação.
A responsabilidade do construtor não termina na entrega das chaves. Recalque de fundação, fissura em viga, comprometimento de laje: quando o defeito é da construção, ele pode aparecer anos depois — e é da construtora que ele cobra.
Uma responsabilidade que sobrevive ao contrato
Riscos de engenharia protege a obra enquanto ela existe fisicamente como obra: o material no canteiro, a estrutura sendo erguida, o equipamento em montagem. No dia em que o prédio é entregue e aceito, essa apólice termina — mas a responsabilidade do construtor pela solidez do que ele entregou não termina junto.
O Código Civil responsabiliza quem constrói pela solidez e segurança da edificação por um prazo legal que corre a partir da entrega, e esse prazo é longo o bastante para que o defeito apareça bem depois de a construtora já estar tocando outra obra, em outro bairro, com outra equipe. É esse intervalo — entre entregar e ainda responder — que o seguro de dano estrutural existe para cobrir.
Nem todo problema entra nessa conversa. Fissura de reboco, infiltração de rejunte, porta que empena: isso é acabamento, e normalmente é assunto de manutenção ou de garantia comercial curta, não de responsabilidade estrutural. O que interessa aqui é o que compromete a segurança do imóvel — fundação, estrutura de concreto, elementos que sustentam a edificação de pé.
Somos corretora, não seguradora: a análise de causa do defeito é técnica, feita por laudo de engenharia. O nosso papel é levar essa exposição à seguradora certa antes que o sinistro apareça, não depois.
Onde fica a linha
Recalque de fundação, fissura passante em viga ou pilar, deformação de laje, comprometimento visível da capacidade de carga da edificação.
Rachadura superficial de reboco, infiltração por vedação malfeita, descolamento de piso ou revestimento, sem qualquer relação com a estrutura que sustenta o imóvel.
Trinca que aparece perto de uma reforma feita pelo morador, ou em imóvel sem manutenção — o laudo é que separa o que veio da construção do que veio do uso.
Levantamos o que já está entregue e ainda dentro do prazo legal de responsabilidade, para que a construtora não descubra a exposição só quando o comprador liga.
Tipo de edificação e tempo desde a entrega ajudam a dimensionar a análise.
Perguntas frequentes
Dano estrutural compromete a solidez ou a segurança da edificação: recalque de fundação, fissura passante em viga ou pilar, comprometimento de laje. Rachadura superficial de reboco e infiltração de vedação, sem afetar a estrutura, são problema de acabamento, tratado como manutenção, não como sinistro estrutural.
O Código Civil brasileiro (art. 618) responsabiliza quem constrói pela solidez e segurança da obra por um prazo legal mínimo depois da entrega — uma exposição que continua existindo mesmo quando a construtora já está em outros projetos.
Pela construtora ou pela incorporadora, porque é a responsabilidade civil delas que está em jogo. O comprador não contrata: ele é quem eventualmente aciona o direito, anos depois de morar no imóvel.
Não. Riscos de engenharia cobre o dano físico durante a execução, com vigência que termina na entrega. Dano estrutural pós-entrega é responsabilidade civil que nasce depois desse prazo, produto diferente.
Por laudo técnico de engenheiro, que investiga a causa: falha de projeto ou execução aponta para responsabilidade do construtor; reforma malfeita do próprio morador ou falta de manutenção aponta para fora dessa responsabilidade.
Sem a construtora original ativa, a cobrança fica mais difícil na prática, ainda que o direito exista no papel — mais uma razão para a construtora considerar esse seguro enquanto ainda está em operação.
Mande o tipo de edificação e o tempo desde a entrega que avaliamos a exposição.
Deixe seu contato que um corretor te chama, sem compromisso.