Quem trabalha em casa
O carro sai para o mercado e para o fim de semana. Na apólice tradicional, ele é tarifado como se cruzasse a cidade todo dia. No seguro por quilômetro, o mês parado custa o fixo.
O seguro tradicional cobra como se todo carro rodasse a mesma coisa. O seguro por quilômetro separa o prêmio em duas partes: o carro parado, coberto contra roubo e incêndio por um valor fixo, e o carro em movimento, cobrado pelo que o odômetro registra. Para quem roda pouco, a diferença aparece; para quem roda muito, o produto não é este.
Para quem o odômetro joga a favor
O carro sai para o mercado e para o fim de semana. Na apólice tradicional, ele é tarifado como se cruzasse a cidade todo dia. No seguro por quilômetro, o mês parado custa o fixo.
Fica na garagem a maior parte do tempo e muita gente o deixa sem seguro por não valer o prêmio cheio. O fixo cobre o roubo e o incêndio; o rodado só entra quando ele sai.
Aposentado, quem mora perto do trabalho, quem usa transporte público na semana. O uso é previsível e baixo, e é exatamente o perfil que o produto foi desenhado para atender.
Como funciona
Define-se a faixa de quilômetros e o meio de medir: dispositivo no carro, aplicativo ou foto do odômetro. O contrato descreve o que acontece se a medição falhar.
A quilometragem aparece no aplicativo da seguradora, em geral com aviso quando o pacote está perto do fim. Carro parado não consome nada.
Paga-se a base fixa e o variável do período. Quem passou do pacote paga o excedente ou contrata mais quilômetros, pela regra do produto.
Lado a lado
| Ponto | Tradicional | Por quilômetro rodado |
|---|---|---|
| Como o prêmio é formado | Perfil, região e uso declarado, valor fixo | Base fixa mais o uso medido no período |
| Carro parado | Coberto, com o prêmio cheio | Coberto pela parte fixa |
| Colisão | Coberta, com franquia | Coberta, com franquia, dentro do pacote de quilômetros |
| Medição do uso | Não há | Dispositivo, aplicativo ou odômetro |
| Quem roda muito | Paga o mesmo que quem roda pouco | Paga mais, e o produto deixa de compensar |
| Dados de uso | Só o que foi declarado na proposta | Uso e, em parte dos produtos, localização, sob a LGPD |
O seguro por quilômetro é seguro, com apólice, SUSEP e franquia. O que muda é a forma de cobrar, não a natureza do contrato.
No dia do sinistro
Num sinistro de colisão, a seguradora confere se o carro estava dentro do pacote de quilômetros contratado e se o meio de medição estava ativo. Carro que rodou além do pacote sem regularizar, ou dispositivo removido, é a divergência que esse produto tem a mais em relação ao tradicional. Quem acompanha o aplicativo não é surpreendido; quem instalou e esqueceu, às vezes é.
Roubo, furto e incêndio não passam por essa conferência: estão na parte fixa, e o carro parado é exatamente o risco que o fixo cobre. A cobertura de roubo e furto segue as mesmas regras de qualquer apólice, com o CEP de pernoite pesando no preço e o rastreador contando a favor, e o dispositivo de medição às vezes faz esse papel.
O resto é seguro comum. Franquia na colisão, rede referenciada, assistência, responsabilidade civil para terceiros e carro reserva entram como coberturas de qualquer apólice, e precisam ser lidas do mesmo jeito. O que a corretora faz é comparar o custo do fixo mais o variável, na sua quilometragem real, com o prêmio tradicional das seguradoras que aceitam o seu perfil, para a escolha ser por número.
Estimamos o fixo mais o variável pela sua rodagem e colocamos ao lado da apólice tradicional do mesmo carro.
Quanto você roda e como aceita medir decidem se o produto compensa.
Perguntas frequentes
É o seguro auto em que parte do prêmio varia com a quilometragem: paga-se uma base fixa pelo carro parado, coberto contra roubo, furto e incêndio, e um valor pelo quilômetro rodado ou por pacote de quilômetros contratado. Um dispositivo, um aplicativo ou a foto do odômetro medem o uso.
É a proposta do produto. O prêmio tradicional supõe uma quilometragem média; quem trabalha em casa, usa transporte público ou tem um segundo carro paga por um risco de uso que não tem. No seguro por quilômetro, o valor acompanha o odômetro.
Por um dispositivo instalado no carro, por um aplicativo no celular ou por fotos do odômetro enviadas em datas fixas, conforme o produto. O contrato diz qual é o meio e o que acontece se ele parar de funcionar ou for removido.
Sim, e por inteiro na maior parte dos produtos: roubo, furto, incêndio e os eventos que acontecem com o carro parado entram na parte fixa. O que varia com a quilometragem é o risco de colisão, que só existe em movimento.
Cada produto trata de um jeito: cobra o excedente por quilômetro, oferece pacote adicional ou, em alguns casos, reduz a cobertura de colisão até a regularização. É o ponto do contrato que precisa ser lido antes de contratar.
O dispositivo registra uso e, em parte dos produtos, localização. O tratamento desses dados segue a LGPD e precisa estar descrito na proposta. Quem não aceita ser rastreado tem, em alguns produtos, a medição por odômetro; fora isso, o seguro tradicional.
Cotamos o seguro por quilômetro e o tradicional, e mostramos qual cabe na sua rodagem.
Deixe seu contato que um corretor te chama, sem compromisso.