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Adaptações declaradas e condutor nomeado

Seguro para carro de pessoa com deficiência: adaptação, isenção e condutor

O carro PCD sai da concessionária com isenção, ganha adaptações que a tabela não conhece e muitas vezes é dirigido por outra pessoa. O seguro auto comum não pergunta nada disso, e é aí que a apólice falha. O que declarar para o sinistro pagar o carro inteiro.

Os três pontos

O que muda na apólice de um carro PCD

As adaptações

Comando manual, pomo de direção, pedais invertidos, rampa e elevador de cadeira são instalados depois da fábrica. Entram como acessório declarado, com valor, ou não entram.

A isenção e o valor

O carro custou menos que a tabela por causa da isenção. Na perda total, a indenização segue o valor de mercado do modelo, e a forma de tratar a isenção é confirmada na proposta.

Quem dirige

Nem sempre a pessoa com deficiência é a condutora. O responsável ou os condutores autorizados na isenção precisam constar como condutores principais.

Isenção e indenização

Um carro que custou menos e vale a tabela

A pessoa com deficiência compra o carro com isenção de impostos, e o preço pago fica abaixo do preço de tabela do mesmo modelo. O seguro, por sua vez, indeniza em perda total e roubo pelo valor de mercado referenciado, que é o do modelo sem isenção. Na prática, isso costuma jogar a favor de quem segura, e é o motivo de a apólice de carro PCD ser contratada pelo valor de mercado, e não por valor determinado abaixo dele.

A regra da isenção proíbe vender o carro antes de certo prazo sem recolher o imposto dispensado. Isso não impede o seguro nem muda a indenização, mas cada seguradora pode tratar o veículo isento de forma própria na proposta. A corretora confirma antes de emitir, para a indenização não virar surpresa. A página de casco e perda total explica como o valor de mercado funciona em qualquer carro.

As adaptações são outra conta. Elas não estão na tabela, custam caro e, num sinistro com perda total, precisam ser reinstaladas no carro seguinte. Declaradas como acessório com nota fiscal, entram na indenização; sem isso, a pessoa recebe o carro e volta a pagar pela adaptação.

Situações reais

Quem dirige, quem é dono e o que declarar

SituaçãoCondutor principal na apóliceO que precisa constar
Pessoa com deficiência dirige com adaptaçãoEla mesmaAdaptações como acessório, com valor
Pessoa com deficiência não dirige; responsável dirigeO responsávelCondutor nomeado, com idade e habilitação; adaptações de embarque, se houver
Mais de um condutor autorizado na isençãoO que mais dirigeTodos os condutores declarados, inclusive o mais jovem
Motorista contratadoO motoristaDeclaração de condutor e, se for o caso, de uso
Carro sem adaptação, só isençãoQuem dirigeNada além do seguro comum, com a isenção informada

Condutor principal errado é a causa mais frequente de recusa em carro PCD, porque a proposta foi feita no nome de quem não dirige.

Proposta no nome de quem dirige, adaptação com valor

Montamos a proposta com o condutor certo, as adaptações declaradas e a regra da isenção confirmada com a seguradora.

  • Adaptações declaradas como acessório, com nota fiscal
  • Condutor principal nomeado do jeito que o carro é usado
  • Tratamento do carro isento confirmado antes da emissão
  • Valor de mercado do modelo como base da indenização

Cotação de seguro para carro PCD

Adaptações, isenção e quem dirige são as três respostas da proposta.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

Nota fiscal da oficina que adaptou.

Perguntas frequentes

Carro PCD: o que perguntam antes de segurar

O seguro de carro PCD é diferente?

O produto é o seguro auto, com três pontos próprios: as adaptações precisam ser declaradas como acessório, o valor de mercado convive com a isenção de imposto na compra, e o condutor principal nem sempre é a pessoa com deficiência. A apólice precisa responder aos três.

As adaptações estão cobertas?

Só se declaradas, com valor. Comando manual, acelerador e freio adaptados, direção com pomo, rampa e elevador de cadeira são instalados depois da fábrica e não estão na tabela do modelo. Sem declaração, o sinistro paga o carro e não a adaptação.

Carro comprado com isenção vale quanto na perda total?

Em regra, a indenização segue o valor de mercado do modelo, que é o do carro sem isenção. Como cada seguradora pode tratar a isenção de forma própria, esse ponto é confirmado na proposta, junto com a regra de venda antes do prazo da isenção.

Quem pode dirigir o carro?

Para o seguro, quem for declarado como condutor. Quando a pessoa com deficiência não dirige, o responsável ou os condutores autorizados no pedido de isenção são os condutores principais, e a apólice precisa nomeá-los. Condutor não declarado é recusa.

Câmbio automático conta como adaptação?

Para a isenção, o câmbio automático pode ser a adaptação exigida pelo laudo. Para o seguro, é item de série do modelo e não precisa de declaração à parte. Declaração à parte é para o que foi instalado depois.

Se o carro for roubado, perco a isenção?

A isenção acompanha a compra daquele veículo. Em roubo ou perda total, a indenização paga o carro, e um novo pedido de isenção para o próximo carro segue a regra do órgão que a concede. A seguradora não interfere nisso, mas a apólice precisa pagar o valor que permita repor.

A adaptação foi instalada depois. A apólice precisa saber.

Cotamos com adaptações, isenção e condutor declarados como são.