Colisão
Bateria danificada numa queda ou batida é reparo coberto pelo casco, e costuma ser o item que decide se a moto é perda parcial ou total, porque o valor dela é uma fatia grande do veículo. Valor determinado na apólice evita a discussão.
A moto elétrica traz três perguntas que a moto a combustão não faz: ela está emplacada, quanto vale a bateria e qual seguradora tem tarifa para ela. A primeira decide se existe apólice de auto; a segunda decide o valor da indenização; a terceira decide se a cotação volta com uma proposta ou com uma recusa.
A primeira pergunta
A apólice de auto cobre veículo registrado. A moto elétrica emplacada, com documento e habilitação do condutor, é moto para todos os efeitos e entra na cotação como qualquer outra. O problema nasce na loja: uma parte das motos elétricas é vendida com a promessa de que não precisa de placa, de documento nem de habilitação. Na maior parte dos casos essa promessa está errada, e o veículo é ciclomotor, que exige registro. Em outros, o produto é bicicleta elétrica de fato, e aí não é moto.
Para o seguro, a consequência é direta. Sem registro, a seguradora de auto não aceita, porque não há veículo identificado para segurar. O que resta é tratar a moto como equipamento, com cobertura de roubo e dano bem mais limitada e sem responsabilidade civil de trânsito. A página de bicicleta elétrica explica onde passa a linha entre bike, ciclomotor e moto; aqui o pressuposto é a moto elétrica registrada.
Com o registro em ordem, o segundo filtro é a aceitação. Poucas seguradoras têm tarifa para motor elétrico, rede de oficina com técnico de alta tensão e critério para avaliar bateria. A cotação, portanto, não é ampla: vai para as que trabalham com o tipo, e a corretora sabe quais são antes de perguntar.
Quem comprou moto elétrica sem emplacar precisa resolver o registro antes de cotar. A corretora orienta o que precisa constar, mas não substitui o documento.
A bateria
Bateria danificada numa queda ou batida é reparo coberto pelo casco, e costuma ser o item que decide se a moto é perda parcial ou total, porque o valor dela é uma fatia grande do veículo. Valor determinado na apólice evita a discussão.
A moto que pega fogo carregando na garagem é sinistro da apólice de auto; o dano que o fogo causa à casa é do seguro residencial. Quem carrega dentro do apartamento precisa das duas apólices sabendo uma da outra.
Bateria removível furtada com a moto no lugar é furto parcial, e depende de a apólice cobrir peças. Sem essa cláusula, a seguradora paga a moto inteira quando ela some, e nada quando só a bateria some.
O que a proposta pergunta
| Pergunta | Por que a seguradora faz | Efeito |
|---|---|---|
| Registro e placa | Sem veículo identificado não há apólice de auto | Sem registro, a cotação não anda |
| Marca e modelo | Define se há tarifa e rede de reparo | Modelo sem referência vai para valor determinado |
| Nota fiscal | Base do valor determinado e da bateria | Sem nota, o valor fica em disputa |
| Bateria removível ou fixa | Muda o risco de furto parcial | Removível pede cláusula de peças |
| Local de recarga | Risco de incêndio e interface com o residencial | Recarga em apartamento é informada às duas apólices |
Modelo importado sem representante no país pode ter reparo inviável, e a seguradora pode aceitar só roubo e furto por isso.
Conferimos o registro, fixamos o valor pela nota quando não há referência de mercado e levamos a moto só às seguradoras que trabalham com o tipo.
Registro, modelo, bateria e recarga definem quem aceita.
Perguntas frequentes
Tem, em um número menor de seguradoras. A moto elétrica emplacada é veículo como qualquer outro para a apólice de auto; a dificuldade está na aceitação, porque poucas seguradoras têm tarifa e rede de reparo para esse tipo de motor, e no valor, porque muitos modelos não têm referência de mercado consolidada.
Precisa. A apólice de auto segura veículo registrado, com placa e documento. A moto elétrica vendida como se dispensasse registro costuma ser ciclomotor ou bicicleta elétrica, e nesse caso a conversa é outra: sem registro, não há apólice de auto, e o que resta é seguro de equipamento, com cobertura bem menor.
É, como parte da moto, quando o dano vem de evento coberto: colisão, incêndio, roubo. O que a apólice não paga é o desgaste natural da bateria nem a perda de capacidade com o tempo, que é garantia do fabricante. Bateria removível levada sozinha é furto parcial e depende de cláusula.
Quando o modelo tem referência de mercado, pela referência. Quando não tem, por valor determinado, fixado na contratação a partir da nota fiscal. É a segunda forma que evita a briga na perda total, e é a que a corretora pede para modelos recém-chegados.
Depende do contrato de assistência. Guincho por pane costuma valer, e a moto sem bateria é pane; o que muda é a distância coberta e o número de acionamentos. Nenhuma assistência leva carregador até você, então o serviço é reboque até um ponto de recarga ou até a casa.
Cotamos nas seguradoras que aceitam motor elétrico, com a bateria valorada na apólice.
Deixe seu contato que um corretor te chama, sem compromisso.