O que a proposta pergunta ao autônomo
Vínculo, pernoite, carga e a cooperativa que vinha antes
A seguradora quer saber como o autônomo consegue frete. Agregado de transportadora, com rota fixa e pátio para dormir, é um perfil. Frete por aplicativo, com carga variada, destino imprevisível e pernoite em posto, é outro. Nenhum é recusado por si, mas cada um tem preço e exigência: rastreador com monitoramento, pátio declarado, tipo de carga que não entra.
O histórico importa e a proteção veicular não constrói histórico. Quem passou muito tempo na cooperativa chega à seguradora sem registro de apólice, e começa como se fosse o primeiro seguro, ainda que nunca tenha tido sinistro. A corretora documenta o tempo sem evento com o que houver, mas é bom saber que a migração custa mais no primeiro contrato do que nos seguintes.
Carreta e implemento são veículos à parte e não entram na apólice do cavalo por arrasto. O autônomo que puxa carreta própria precisa segurá-la em apólice dela, e o que puxa carreta de terceiro precisa de cláusula para o bem sob custódia. É o erro mais caro que a corretora encontra em apólice de autônomo: o cavalo coberto e a carreta, que vale metade do conjunto, sem nada.