O sinistro da ambulância
Sirene ligada, preferência exercida e o que a regulação examina
A colisão mais típica da ambulância acontece no cruzamento, com sirene e luz ligadas e o sinal fechado para ela. Em apólice com uso declarado como emergência, isso não é agravamento nem imprudência: é o uso previsto. A regulação pergunta se havia deslocamento de urgência naquele momento, se a sirene estava acionada e se a travessia foi feita com a cautela que a regra de trânsito exige de quem tem preferência. O registro da chamada e o relato da equipe respondem a isso.
O que muda tudo é a apólice contratada como furgão comum. Ali a mesma colisão vira uso divergente do declarado, e a seguradora tem o direito de recusar. Não é má-fé de quem contratou: é a ambulância comprada como chassi e transformada depois, com o seguro feito antes da transformação e nunca atualizado. A corretora confere o documento, o uso e a data da adaptação antes de levar a proposta.
No mesmo evento, o paciente ferido a bordo é tratado à parte: acidentes pessoais de passageiros paga por morte e invalidez do ocupante, com o capital contratado por pessoa, e a responsabilidade civil de transporte de pessoas responde pelo que for reclamado da empresa. Quem opera ambulância sem essas duas coberturas está protegendo o veículo e deixando a pessoa transportada por conta.
Ambulância comprada como furgão e adaptada depois precisa de novo documento, nova vistoria e nova proposta. O seguro do furgão não vira seguro de ambulância por conta própria.