Dano corporal
Despesa médica, afastamento do trabalho, invalidez e, no pior caso, pensão à família de quem morreu. É a verba que decide se o atropelamento acaba na apólice ou no seu patrimônio. Em moto, é aqui que o limite precisa ser alto.
Em carro, terceiros é o para-choque alheio. Em moto, é o pedestre no hospital. A cobertura de responsabilidade civil para moto protege o seu patrimônio contra o dano que você causa a outra pessoa, e é a mais barata e a mais mal lida das coberturas: quase ninguém sabe se o garupa está dentro dela. Esta página trata do dano corporal, do passageiro e do limite que faz diferença num processo.
Três verbas
A cobertura de terceiros é contratada em partes, cada uma com o seu teto. Em moto, a ordem de importância é a inversa da do carro.
Despesa médica, afastamento do trabalho, invalidez e, no pior caso, pensão à família de quem morreu. É a verba que decide se o atropelamento acaba na apólice ou no seu patrimônio. Em moto, é aqui que o limite precisa ser alto.
O carro riscado, a lateral amassada, o portão, o poste. O dano material que uma moto causa costuma ser modesto, e é por isso que muita gente contrata o limite errado: alto para o que quase não acontece, baixo para o que acontece.
A indenização por sofrimento que a Justiça pode fixar além da despesa comprovada. É verba opcional, com limite separado, e vale quando o dano corporal é grave. Sem ela, a seguradora paga o tratamento e a condenação por dano moral fica com você.
A pergunta que ninguém faz
A cobertura de terceiros paga a quem sofre dano por sua culpa. Quando o ferido é o garupa, a resposta muda de apólice para apólice. Há seguradoras que tratam o passageiro como terceiro na verba de dano corporal, e o garupa ferido numa queda em que o piloto errou recebe por ali. Há outras que excluem o passageiro da moto, ou excluem cônjuge, filhos e pais do segurado, exatamente as pessoas que mais andam na garupa.
A cobertura feita para o passageiro é outra: acidentes pessoais de passageiros, que paga ao garupa por morte, invalidez e despesa médica sem perguntar de quem foi a culpa. Ela não substitui a de terceiros e a de terceiros não substitui ela. Quem leva alguém na garupa com frequência precisa das duas, e a página de acidentes pessoais de passageiros explica como a segunda funciona.
O papel da corretora aqui é ler a cláusula, não presumir. Na cotação, perguntamos se você leva garupa e quem é, e conferimos em cada seguradora se o passageiro está dentro da responsabilidade civil, fora dela ou coberto só pela cobertura de passageiros. É uma pergunta de dois minutos que evita a descoberta mais amarga do sinistro.
Se a pessoa que mais anda na sua garupa é da sua família, a chance de ela estar excluída da cobertura de terceiros é real. Pergunte antes.
Com e sem
O dano corporal não escolhe quem tem seguro. A diferença está em quem paga a conta que vem depois.
A cobertura de terceiros custa uma fração do que custa a de roubo, e protege contra o único evento capaz de comprometer o patrimônio de quem tem uma moto de pouco valor.
Cotamos a responsabilidade civil com limite de dano corporal à altura do risco de moto, conferimos onde o passageiro está coberto e incluímos dano moral quando o caso pede.
Garupa, trajeto e o limite que você quer definem a proposta.
Perguntas frequentes
O dano que você causa a outra pessoa ou ao bem dela pilotando a moto: o carro em que bateu, o portão que derrubou, a pessoa que atropelou. É a cobertura de responsabilidade civil, contratada com um limite para dano material e outro para dano corporal, e não cobre a sua moto nem o seu próprio ferimento.
Depende da apólice. Em parte delas o passageiro é tratado como terceiro na cobertura de dano corporal; em outras, o passageiro de moto ou o familiar do segurado ficam excluídos. A cobertura que paga ao garupa sem discutir culpa é a de acidentes pessoais de passageiros, contratada à parte. Quem leva garupa precisa das duas cláusulas lidas.
Porque o dano que a moto causa costuma ser a uma pessoa, não a um para-choque. Atropelamento de pedestre e colisão com outra moto geram despesa médica, afastamento e, nos casos graves, pensão. O dano material que a moto provoca é pequeno; o corporal, não.
Dá, e é a forma mais barata de ter seguro numa moto de pouco valor. A apólice fica só com a responsabilidade civil, com ou sem a cobertura de passageiros, e a moto corre por conta do dono. Para moto pequena, é a alternativa que a corretora mais apresenta.
Pilotar sem habilitação, sob efeito de álcool ou em fuga são exclusões que a seguradora invoca para negar. Capacete ausente não anula por si, mas agrava a análise. Na prática, a cobertura de terceiros protege quem pilota dentro da regra.
Só se contratado. Dano moral é verba separada da material e da corporal, com limite próprio, e faz diferença quando o atropelamento vira processo. Sem ela, a seguradora paga o hospital e não a indenização por sofrimento.
Cotamos a cobertura de terceiros para moto com o garupa no lugar certo da apólice.
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