Corretora registrada na SUSEP Atendimento em todo o Brasil, com um corretor responsável pelo seu caso
Compreensiva, limites e o que se soma por fora

Seguro auto completo: o que a palavra promete e o que a apólice escreve

Nenhuma apólice tem a palavra 'completo'. O que existe é a cobertura compreensiva, uma lista de eventos com limite e franquia, e um conjunto de coberturas que só entram quando alguém as pede pelo nome. Quem contrata o completo sem ler a lista descobre no sinistro o que ficou de fora.

A lista, não a palavra

O que o 'completo' costuma incluir e o que só entra com nome

Duas propostas chamadas de completas podem diferir em cada linha desta tabela. É aqui que a comparação acontece.

CoberturaEntra no 'completo'?O que decide o resultado
Colisão do próprio carroEntra, pela compreensivaFranquia em cada conserto parcial
IncêndioEntraCostuma ser pago sem franquia
Roubo e furtoEntraValor de mercado ou determinado na apólice
Responsabilidade civilEntra, com o limite escolhidoO limite é a decisão que mais muda o preço e a proteção
Vidros, faróis e retrovisoresSó com nomeFranquia própria e rede de troca
Carro reservaSó com nomeNúmero de dias e categoria do carro
Acidentes pessoais de passageirosSó com nomeLimite por pessoa
Danos moraisSó com nomeLimite separado da RC material
Acessórios e equipamentosSó se declaradosValor e nota fiscal

A tabela descreve o desenho mais comum. A apólice de cada seguradora é o documento que vale, e é ela que lemos antes de você assinar.

De onde vem o nome

A apólice tem lista, limite e franquia. 'Completo' é tradução

A cobertura compreensiva protege o próprio carro contra colisão, incêndio, roubo e furto. Quando se soma a ela a responsabilidade civil, que paga o dano causado a outra pessoa, o balcão chama o conjunto de seguro completo. O nome é útil para diferenciar da apólice só contra terceiros, e para por aí: ele não diz qual é o limite da RC, quanto é a franquia, se o vidro quebrado sozinho está coberto nem quantos dias de carro reserva existem.

O primeiro lugar em que o 'completo' encolhe é a franquia. Em cada conserto parcial, o segurado paga a sua parte, e essa parte pode ser reduzida ou majorada na contratação. Franquia alta barateia o prêmio e faz a batida pequena ser paga do bolso; franquia baixa encarece e faz o seguro responder mais cedo. As duas apólices são completas. Só uma serve para quem não tem reserva para o conserto.

O segundo lugar é o limite de responsabilidade civil. Bater num carro de alto valor ou ferir uma pessoa gera um prejuízo que o limite básico não alcança, e o que passa do limite é do condutor. A cobertura de terceiros tem página própria justamente porque é a parte do completo que mais se decide errado, por ser a menos visível na hora de comparar preço.

Onde o completo falha

Três coisas que a palavra esconde

O que só entra com nome

Vidros, carro reserva, danos morais, acidentes pessoais de passageiros. Nenhuma vem embutida na compreensiva. Se a proposta não as lista, o seguro completo não as tem.

O que a declaração desfaz

Condutor que não consta, pernoite em endereço diferente, uso comercial num seguro particular. A cobertura existe, e a divergência a derruba no sinistro.

O que nenhum seguro paga

Desgaste, defeito mecânico, multa, apreensão, dano causado com embriaguez, dano ao próprio carro por má conservação. Está nas exclusões de toda apólice, completa ou não.

Completo é o que está escrito, e nós lemos antes

Cotamos a compreensiva em várias seguradoras e colocamos lado a lado limite de RC, franquia e o que cada uma soma por fora.

  • Limite de responsabilidade civil dimensionado para o seu risco
  • Franquia escolhida pelo que você consegue pagar num conserto
  • Vidros, reserva e passageiros incluídos só se fizerem sentido
  • Exclusões e declarações conferidas antes da assinatura

Cotação de seguro completo com a lista aberta

O que você espera do completo define o limite, a franquia e os extras que entram.

Com DDD. De fora do Brasil, escolha o país na lista.

É o número que mais separa dois seguros chamados de completos.

Perguntas frequentes

Seguro completo: o que perguntam depois de ler a proposta

O que é seguro auto completo?

Seguro completo não é um termo técnico: é o nome de balcão da cobertura compreensiva, que reúne colisão, incêndio, roubo e furto do próprio veículo, somada à responsabilidade civil para terceiros. A proposta não traz a palavra em lugar nenhum; traz uma lista de coberturas com limites, e é a lista que vale.

Seguro completo cobre tudo?

Não. Mesmo com a compreensiva, ficam de fora o que a apólice exclui e o que só entra quando contratado com nome próprio: vidros, carro reserva, acessórios, danos morais, acidentes pessoais de passageiros, pneu e roda em buraco. Cada uma dessas coberturas tem cláusula e preço separados.

Seguro completo tem franquia?

Tem, na parte de colisão. A franquia é a participação do segurado em cada conserto parcial. Roubo, incêndio e perda total costumam ser pagos sem franquia; a batida que cabe conserto, não.

Compreensiva é a mesma coisa que completo?

Na prática, sim: compreensiva é o nome que a seguradora dá ao pacote de colisão, incêndio, roubo e furto. O que muda entre duas propostas 'completas' é o limite de responsabilidade civil, o valor da franquia e o que foi somado por fora.

Enchente e granizo entram no seguro completo?

Na maior parte das apólices compreensivas, alagamento, granizo, queda de árvore e vendaval entram pelo casco. O que costuma ficar de fora é o dano por atravessar a água com o carro em movimento, tratado por muitas seguradoras como agravamento de risco.

Um seguro completo pode negar um sinistro?

Pode, e o motivo quase nunca é a cobertura: é a declaração. Condutor não informado, uso diferente do declarado, endereço de pernoite errado e acessório não declarado derrubam a indenização de qualquer apólice, por mais completa que seja o nome.

Completo é o que a lista diz. Vamos ler a sua.

Cotamos a compreensiva com limite, franquia e extras abertos, em mais de uma seguradora.